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Audi S3 |
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O mercado de carros compactos ganhou em 1996 um integrante que definitivamente mostrou ao que veio: o Audi A3. Disponível em uma ampla gama de opções de motorização - particularmente na Europa - começando com versões de 1.6 litros e 102 cavalos até a então top de linha, que era equipada com um motor 1.8 turbo de 150 cavalos, passando por versões diesel, o A3 conquistou seu lugar, firmando-se como uma boa alternativa no segmento que contava com nomes como Peugeot 306 e Alfa Romeo 145 e, mesmo o seu "primo pobre", o Volkswagen Golf.
Em linhas gerais, podia-se dizer que o Audi A3 não deixava a desejar a nenhum dos seus principais concorrentes, seja em termos de estilo, como mecânicos. Em relação a este aspecto, as versões esportivas dos modelos rivais, praticamente se igualavam, como era o caso do Peugeot 306 S16 (152 cv) e do Alfa 145 Quadrifoglio (155 cv). Mas a busca por doses maiores de potência por parte desta classe de carros, parece que sempre foi uma obsessão dos engenheiros e, sobretudo por parte dos consumidores. Assim em 1999, viria a resposta dos engenheiros de Ingolstadt (Alemanha), sob o nome de Audi S3. Em uma bem rápida olhada, parecia apenas mais um A3 rebatizado com outro nome. E mesmo quando se tomava mais tempo para atentar às diferenças, o que se encontrava por fora do carro, eram pequenas alterações de ordem estética. Logo de cara (literalmente), um novo conjunto de pará-choques mais robusto, ostentava entradas de ar maiores e um pequeno logotipo na grade frontal. Atrás, o pará-choques também tinha um desenho diferente, com destaque para a dupla ponteira de escape cromada e o nome S3. Vendo o carro de lado, as diferenças residiam em arcos de rodas mais salientes para acomodar adequadamente rodas maiores, retrovisor em alumínio escovado e saia lateral. Com certeza o pacote de sutis mudanças estéticas deixaram o carro ainda mais bonito, mas não eram exatamente estas alterações as maiores "qualidades" do S3. A principal novidade vinha da parte mecânica. Ao se abrir o capô, aparentemente nada muito diferente do já conhecido 1.8 turbo que equipava o A3, a não ser por algumas alterações. A primeira e única distinguível a olho nu, vinha da adoção de um duplo intercooler para resfriar o ar vindo da turbina. Esta recebeu um aumento de pressão e a injeção eletrônica foi remapeada. Com o novo programa, gerenciando as novas configurações do motor, agora o A3 poderia entregar níveis de potência e torque que iriam pulverizar a concorrência. Com todas as modificações, agora eram 210 cavalos de potência e 27.5 kgfm de torque, disponíveis em uma faixa entre 2100 e 5000 rpm. Ao toque do acelerador (eletrônico drive by wire), o S3 respondia com prontidão, levando o carro da imobilidade ao 100 km/h em apenas 6.9 segundos e a velocidade máxima de 238 km/h! E já poderia ser considerado por muitos como suficiente, exceto para os engenheiros da Audi. Para aproveitar adequadamente toda a potência que o motor produzia, foi adotado o sistema de tração integral Quattro. Na verdade, apesar de levar o mesmo nome do famoso sistema de tração que equipa outros modelos da marca, o sistema é o equivalente usado pela Volkswagen e, que em seus carros leva o nome de Syncro. A razão da sua adoção, vem do fato de o S3 (como o A3 também) usarem motor transversal, como os veículos da Volkswagen. Apesar de levar o mesmo nome quando usado nos carros Audi, essencialmente este sistema não é integral permanente como o legítimo Quattro. Ao invés, a tração é normalmente apenas no eixo dianteiro, até que o sistema identifica perde de aderência em uma das rodas, situação em que a transferência de tração passa as rodas traseiras, em até 100%. Além disto, para distribuir a potência, foi empregado um câmbio de 6 velocidades (contra o de 5 no A3), onde a 6ª é efetivamente a marcha de velocidade máxima. Outra particularidade da caixa de câmbio, é a mudança de relação do diferencial na 5ª e 6 ª velocidade. E para tanto desempenho, alguns aspectos também tinham que necessariamente sofrer alterações, como os maiores discos de freio, que no S3 são ventilados nas quatro rodas. Não só para frear melhor, como também acelerar e produzir melhor estabilidade e dirigibilidade, sob as condições mais agressivas de que o S3 é capaz, o modelo ganhou rodas maiores, modelo Avus de 17 polegadas (15" no A3) e pneus 225/45 R17W. A suspensão, do antigo eixo de torção do A3, evoluiu para um sistema independente de duplos braços triangulares sobrepostos, com molas e amortecedores inclinados. Obviamente não poderiam faltar itens como ABS e ESP (Eletronic Stability Programme). E para quem achou que bastava, enganou-se. Pouco mais de um ano havia se passado do lançamento do S3, e os engenheiros produziram modificações no motor através do aumento da pressão do turbo Type K04 para 2.1 bar e novo remapeamento da injeção, de forma que agora o motor 1.8 produzisse 225 cavalos a 5900 rpm e 28.5 kgfm de torque entre 2200 e 5500 rpm. O resultado foi que agora o S3 era capaz de atingir os 100 km/h em 6.6 segundos e alcançar os 243 km/h de velocidade. | |
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Por dentro, todo o conforto e bom acabamento típicos de um Audi e já presente no A3, mas que neste modelo recebem refinamentos que vão da profusão de couro Alcantara presente como revestimento de portas, painel e nos bancos anatômicos Recaro. Alguns apliques de madeira laqueada podem vir em pequenas partes do interior como opcional, para aqueles que não querem apenas o couro como material de revestimento. Seis opções de cores e combinações são possíveis. O painel segue a mesma linha do A3 e exceto por detalhes como a inscrição S3 no volante ou o logotipo nos instrumentos, ou ainda o desenho das marchas no pomo do câmbio, não há grande distinção da sua natureza.
Agora vem a má notícia: se após ler este artigo você decidir que quer um carro destes, só vai encontrar umas poucas unidades usadas rodando por aí. A Audi pelo menos por enquanto não está mais produzindo este legítimo compacto esportivo. A possível razão é da produção de um modelo ainda mais anabolizado do A3 em sua segunda geração, que vem equipado com um motor V6 de 3.2 litros que gera 250 cavalos! Mas este é outro assunto que trataremos em breve... aguarde! | |
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Motor:
Diâmetro x Curso: Tx. de Compressão: Cilindrada: Potência: Torque: Aceleração: Vel. Máxima: Diferencial: Rodas: Pneus: Comprimento: Largura: Altura: Entre-eixos: Peso: |
1.8 litros, 4 cilindros em linha, dianteiro, transversal, 5 válvulas por cilindro DOHC, injeção eletrônica multiponto sequencial Motronic ME 7.5, turbo type K04 a 2.1 bar, duplo intercooler.
81,0 mm X 86,4 mm 9,0:1 1781 cm³ 225 cv @ 5 900 rpm 28,5 kgfm @ 2 200/5 500 rpm (0 - 100km/h) 6,6 s 243 km/h 1ª - 3.417:1 2ª - 2.105:1 3ª - 1.429:1 4ª - 1.088:1 5ª - 1.097:1 6ª - 0.912:1 4.200:1 (1ª a 4ª) 3.316:1 (5ª e 6ª) 7.5J X 17" 225/45 R17W 4159 mm 1763 mm 1415 mm 2519 mm 1420 kg |