Alfa Romeo 147 GTA
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Quando se imagina carros de série com boas doses de potência e desempenho, é natural lembrarmos dos carros europeus e particularmente dos italianos. Dentre os tradicionais fabricantes italianos de veículos ditos convencionais, mas com natureza esportiva, é difícil não pensar em Alfa Romeo. Na gama atual de modelos desta montadora, um tem despertado especial atenção, o Alfa 145/6/7.
O compacto 145 marcou com seu caráter esportivo, pelas linhas arrojadas, modernas e diferenciadas em relação ao que se fabricava na época. O 145, representou a substituição do Alfa Romeo 33, em 1994. Em termos mecânicos a aparência agressiva encontrava eco, particularmente na versão Quadrifoglio que utilizava um motor 2.0 de 16V e 155 cavalos, responsável por fazer o carro atingir os 100 km/h em 8 segundos e os 205 km/h de máxima. O que muitos pensam que seria a versão seguinte, na numerologia que designa o carro, o 146 nada mais é do que o 145 com cinco portas ao invés de três. Além do motor 2.0 litros do "Quadrifoglio" (designação da versão mais potente, que trazia um trevo de quatro folhas), outras motorizações equiparam o carro, nem todas encontradas em todos os países em que foi comercializado. A mais fraca era baseada em um motor 1.4 litros de 16 válvulas, mas que já utilizava a tecnologia Twin Spark, gerando 103 cavalos de potência, o que é bastante para um motor convencionalmente aspirado de 1.4 litros. Na sequência, um 1.6 com 120 cavalos, um 1.7 de 144 cv e ainda um 1.9 turbo diesel de 105 cavalos. A atual designação é a que verdadeiramente representou a nova geração do modelo. Assim o Alfa Romeo 147 apareceu ao grande público no Salão de Turin de 2000. O padrão de estilo presentes no 156 e 166, pôde ser visto no compacto italiano e da mesma forma como seus irmãos maiores, agradou em cheio. E por falar em irmão, o 147 pode-se dizer realmente ter a mesma origem do 156 não apenas por ser fabricado pela mesma empresa, mas por compartilhar vários elementos da plataforma do 156. O chassis é basicamente o mesmo com o entre-eixos levemente encurtado. Igualmente o sistema de suspensão do 156, foi incluído no compacto com redimensionamento para as características do 147. Completando a lista de características adicinais do modelo, um sistema de freios Bosch ABS com assistência EBD. Para melhorar o comportamento dinâmico do carro um sistema de controle de estabilidade chamado de VDC (Vehicle Dynamic Control) pela Alfa Romeo que recebe auxílio do MSR (Motor Schleppmoment Regelung). A versão que até então era a top de linha, que adotava o motor 2.0 Twin Spark, além do câmbio de seis marchas, contava como opcional com o sistema de transmissão, desenvolvido pela Magneti Marelli e baseado na Fórmula 1, chamado de Selespeed, cujas trocas das 5 velocidades são feitas no volante e sem o pedal da embreagem. Apenas por estes poucos aspectos o 147 já mereceria a classificação de um hatch com caráter esportivo. Mas a empresa italiana mostrou que realmente estava disposta a reeditar uma lenda do passado da marca. Assim após ter lançado o 156 GTA, foi a vez do 147 receber a mesma honra, com a apresentação do modelo em Setembro de 2002 no Paris Motorshow. O seu lançamento já era esperado pela imprensa especializada e muito se falava a respeito do que deveria ser o novo modelo. Alguns imaginavam que iria competir com o os "Type R" japoneses, ou os europeus Peugeot 206 GTI 180 ou Golf GTI e como eles ter algo em torno dos 180 cavalos. Outros supunham um nível acima, rivalizando com Imprezas WRX ou Focus RS e dispondo de algo em torno dos 220 cavalos. Mas todas as especulações cairam por terra quando oficialmente o carro foi apresentado e constatou-se que o 147 chegava para deixar para trás todos os possíveis concorrentes, pelo menos no que diz respeito ao porte e categoria do carro. O mais novo membro da família GTA vinha equipado com um motor de 6 cilindros em "V", criado a partir de uma evolução do 3.0 litros que equipava o 166 e o GTV. O resultado foi um 3.2 de 24 válvulas e 250 cavalos de potência a 6200 rpm e 30.6 kgfm de torque a 4800 rpm. O desenvolvimento do motor V6 de 24 válvulas e 3.0 litros, não se deu apenas por um simples aumento no deslocamento, ou por melhores níveis da admissão de fluxos e controle eletrônico, mas por todo um processo de engenharia. Desta forma, um novo conjunto de virabrequim e pistões mais leves e resistentes, um alongamento do curso para 78 mm, produziram não só um aumento no deslocamento para 3.2 litros, como acarretaram novas curvas de torque e potência mais planas e homogêneas, contribuindo para maior elasticidade do motor. A unidade de controle eletrônico (ECU) também recebeu um novo programa, as portas de admissão e escape foram retrabalhadas, um radiador de óleo foi instalado e o sistema de resfriamento foi redimensionado. Equipado com este motor, o 147 GTA ganhou o desempenho digno da sigla que ostenta. Os 250 cavalos, são suficientes para levá-lo da imobilidade aos 100 km/h em apenas 6.3 segundos e a máxima de 242 km/h. Para transmitir satisfatoriamente a potência ao solo os semi-eixos e o novo câmbio de 6 velocidades foram reforçados, bem como uma nova embreagem com um disco maior. As rodas são 17 polegadas e os tradicionais cinco furos (com cinco raios) do modelo aumentaram, recebendo pneus 225/45. E de nada adiantaria toda a potência e força do motor, se o carro não fosse capaz de utilizá-las corretamente. Para isto, o modelo usa uma configuração inédita na suspensão (pelo menos em sua categoria), com a adoção de um sistema Double Wishbone à frente e MacPherson atrás, o que produziu um resultado excelente combinado com a tração dianteira. Apesar de ser a mesma solução empregada no 156 GTA, a geometria e a calibragem são diferentes em relação ao "irmão" maior. Ainda do ponto de vista de controle do carro, o VDC em conjunto com o MSR, ajudam o motorista a manter o carro na trajetória. |
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Particularmente o VDC, é a vedete do aspecto controle. O sistema gerencia diversas funções do carro, como sensores do ABS (Bosch 5.7) e do EBD (Eletronic Brakeforce Distribution), o ASR (Anti Slip Regulation) ou controle de tração, o acelerador eletrônico, um sensor na coluna de direção que indica a direção que o motorista quer dar ao veículo, um giroscópio que tem como papel identificar mudanças na trajetória, inclinação e aceleração lateral do veículo, entre outras funções. Assim, quando o VDC, identifica uma situação crítica, ele entra em ação, fazendo uma distribuição de torque para as rodas ou freando-as mais (individualmente), a fim de corrigir a trajetória do veículo.
Do ponto de vista estético, os engenheiros da Alfa Romeo, não queriam produzir alterações que não fossem absolutamente necessárias para o desempenho do 147. Assim o novo pará-choque dianteiro recebeu novas e maiores tomadas de ar para melhor respiro e resfriamento do motor e freios. O traseiro recebeu um novo recorte para o escape de 2.5 polegadas e aletas para controle do fluxo de ar por baixo de carro. Além disto, pequena alteração foi feita no arco das rodas para acomodar a nova suspensão e rodas. Realmente o 147 GTA é o tipo de carro que não se pode negar ter tudo o que pretende um legítimo esportivo e em que cada detalhe parece ter sito pensado minuciosamente, ficando difícil apontar um defeito, a não ser pelo fato de que se você quiser rodar em um aqui no Brasil, vai passar vontade!
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