Pagani Zonda C12 e C12S
O Zonda nasceu da paixão, da criatividade e da experiência de um homem que foi capaz de fazer um sonho e alguns esboços tornarem-se realidade. A uma altitude de cerca de 7000 metros, no topo do Monte Aconcágua, encontra-se um fenômeno muito "interessante" e peculiar, que localmente recebe o nome de Zonda. Trata-se de violentos movimentos de massas de ar vindas do Oceano Pacífico, que provocam ventos muito fortes e tempestades de neve na região dos Andes argentinos. Além disso, no verão poderosas tempestades de descargas elétricas também costumam acontecer. Horacio Pagani, fundador da Automobili Pagani, batizou sua criação com este nome - Pagani Zonda C12.

Em 1988, o penta campeão mundial de Fórmula 1 - Juan Manuel Fangio - convidou alguns amigos íntimos para um jantar e entre eles estava Horacio. O ainda jovem aficcionado por carros esportivos apresentou ao campeão suas idéias e com a aprovação do ídolo, começou a dar asas ao seu sonho. Foi em 1991 - que após deixar a Lamborghini onde trabalhou participando da criação do Diablo - Horacio fundou a Modena Design, especializada em design e construção de protótipos. Um ano depois, o segundo passo rumo a criação do Zonda veio com a criação da Automobili Pagani.

Os conceitos que nortearam sua criação basearam-se em cuidados estéticos que deveriam se extender a todos os componentes, até mesmo nos escondidos e meramente técnicos. A tarefa era criar um carro fora de uma época específica, com linhas ao mesmo tempo ousadas e suaves. A inspiração veio das Mercedes "Flechas de Prata", assim como a escolha do coração: o competente e confiável motor Mercedes-Benz V12. Estas duas diretrizes vieram como que uma homenagem a Fangio, que era um adorador da marca alemã.

Outro fator que foi determinante ao longo de toda a concepção do projeto foi a preocupação com tecnologia de ponta, a fim de produzir um carro que não apenas fosse esteticamente diferenciado, mas também um ícone de desempenho. Assim, com todas as premissas atendidas, no ano de 1992, com a criação da Automobili Pagani iniciam-se as atividades para a criação da super máquina. E foi durante quase uma década que meticulosos projetos, desenvolvimentos e testes foram feitos nas pistas, em laboratórios e túneis de vento, em diversos protótipos construídos até mesmo para serem destruídos em Crash Tests.

Um dos muitos pontos altos do carro, reside na sua construção. Da tecnologia desenvolvida por Horacio, surgiu o conceito estrutural de um monocoque construído em fibra de carbono para abrigar o piloto e mais um privilegiado passageiro. Em uma moderna autoclave, à elevadas temperaturas e pressões, é moldada a peça única da qual consiste o cockpit dos ocupantes, no qual depois são parafusadas as estruturas tubulares em aço Chromoly (Cromo e Molibdênio), onde são mais tarde fixados o motor, a suspensão e demais componentes mecânicos. Esta forma de construção utiliza o exato princípio de construção dos carros de Fórmula 1, conferindo assim ao Zonda uma impressionante rigidez do conjunto. O que seriam a parte traseira e dianteira da carroceria, são produzidas também em fibra de carbono e peças únicas, em outra autoclave menor e mais tarde fixadas ao conjunto.

Esta extrema rigidez da carroceria - bem como o novo sistema de suspensão Double Wishbone, que no Zonda foi reprojetado, com fixação do conjunto mola / amortecedor em posição horizontal atuando no braço superior - resultaram em um comportamento excelente sob as mais extremas condições de pilotagem. Assim o veículo praticamente não sofre deformações devido às irregularidades do piso, situações de condução, nem devido à atuação do elevado torque do motor, ou seja, excelente dirigibilidade e controle do carro.

Para "empurrar" o carro, Horacio queria um motor confiável, tradicional e que sobretudo fosse originário da marca da "estrela", para mais uma vez homenagear Fangio. Optou-se então por um motor Mercedes-Benz de 12 cilindros em "V", montado em posição traseiro central, logo atrás das costas dos ocupantes e à frente do eixo traseiro. A primeira opção foi um propulsor de 6.0 litros da fábrica, mas que recebeu um gerenciamento eletrônico próprio para o Zonda C12, desenvolvido sob encomenda pela Bosch a pedido de Horacio. Nada menos do que 394 cavalos de potência e 58 kgfm de torque, levando o carro a acelerar aos 100 km/h em 4.4 segundos e atingir os 300 km/h de velocidade máxima.

Mas as pretensões de Horacio Pagani iam ainda um pouco além deste nível de desempenho, fazendo surgir o Zonda C12S. Em essência o que mudou, foi um novo motor Mercedes, só que desta vez desenvolvido especialmente pela AMG para o C12S. O ganho de potência e torque do novo motor V12 de 7.0 litros, foi significativo, levando-o aos 322 km/h de velocidade máxima e necessitando de apenas 3.7 segundos para atingir os 100 km/h, graças aos 550 cavalos de potência a 5550 rpm e 76.5 kgfm de torque a 4100 rpm, sendo que 80% deste torque já estão disponíveis a 2000 rpm. Embora a velocidade máxima alcançada pelo C12S, divulgada pelo fabricante seja de 322 km/h, em testes independentes atingiram-se velocidades de quase 340 km/h!

Para auxiliar a transmissão eficiente de toda esta potência e torque ao solo, no Zonda C12S foi adicionado um controle eletrônico de tração, que na versão mais "fraca" não está presente. O escalonamento da velocidade, fica por conta de uma caixa de câmbio de 6 velocidades, que na versão mais recente foi redesenhada para otimização do ganho de potência e que por ser mais eficiente, passou a equipar também o C12.

Além da mudança mecânica, o Zonda C12S ganhou mudanças aerodinâmicas significativas, traduzidas em um maior comprimento do carro, que é 50 mm maior que o C12. O entre-eixos manteve-se o mesmo que o da versão anterior, porém a frente está mais longa. O aerofólio traseiro também foi modificado e agora é bipartido, como se fossem duas asas individuais.

A transmissão da potência ao asfalto se dá através de grandes rodas OZ de 18 polegadas em alumínio, calçadas por pneus Michelin Pilot 255/40 na frente e 345/34 atrás. Os freios são Brembo, a disco ventilados nas quatro rodas, com 335 mm de diâmetro atrás e 355 mm na frente, pinças com 4 pistões e assistência ABS.

Internamente, apesar da aparente falta de espaço denunciada pelo aspecto externo, os dois ocupantes ficam acomodados com o mesmo nível de conforto de qualquer outra super máquina e da mesma forma que nas linhas externas, fica evidente a preocupação com os detalhes, seja por conta do design dos componentes e instrumentos, seja pela escolha dos materiais - couro, fibra de carbono e alumínio. Acessórios como GPS, ar condicionado, sistema de som Hi-Fi e teto solar, completam o pacote. Naturalmente não há porta-malas e um pequeno espaço atrás dos bancos é destinado a acomodar pequenas valises ou sacolas de mão.

Apesar de não contar com recursos avançados eletrônicos, comuns em muitos fabricantes destas máquinas hoje em dia, o maior mérito do Zonda reside no seu conceito de fabricação estrutural, resultando em um carro extremamente rígido, com um centro de gravidade muito baixo, aerodinâmica que produz elevado Downforce, propiciando uma condução magnífica. Além disto, o processo quase artesanal através do qual é fabricado, vem garantindo um produto que é uma verdadeira obra de arte sobre rodas, com um padrão de qualidade excelente. São produzidos apenas 25 Zondas por ano e para poder contar com uma jóia destas em sua garagem, US$ 350.000,00 sem impostos e uma espera de 8 a 10 meses, após o pagamento.

Mas a brincadeira não para por aí e nem bem as primeiras poucas unidades que circulam na Europa foram entregues e Horacio Pagani, apresentou no Salão de Genebra de 2002, uma versão um pouco mais apimentada deste misto de tempestade e obra de arte sobre rodas, com um novo motor AMG Mercedes-Benz de 7.3 litros, cujo desempenho oficial não foi ainda declarado, mas que certamente irá fazer seu organismo produzir um pouquinho mais de adrenalina ao pisar no pedal da direita!

Papéis de parede - 1024X768




Modelo
Pagani Zonda C12S
Motor:

Cilindrada:
Potência:
Torque:
Vel. Máxima:
Aceleração:

Transmissão:
Freios:

Pneus:


Comprimento:
Largura:
Altura:
Entre-eixos:
Peso:
7.0 litros, traseiro, longitudinal, 12 cilindros em "V" a 60º, injeção eletrônica multiponto.
7010 cm³
550 cv @ 5 550 rpm
76,5 kgfm @ 4 100 rpm
322 km/h
(0 - 100 km/h) 3,7 s

Manual, 6 velocidades
ABS, discos ventilados nas quatro rodas de 355 mm na frente e 335 mm atrás.
Michelin Pilot 255/40 ZR 18 (Dianteiros)
Michelin Pilot 345/35 ZR 18 (Traseiros)

4345 mm
2055 mm
1151 mm
2730 mm
1250 kg