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Mercedes-Benz SLR McLaren |
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A história que vamos contar aqui, na verdade começa há muitos anos atrás, mais precisamente na década de 50, com três letras que fizeram história e que representaram um marco. Os Mercedes-Benz 300 SLR dos anos 50, foram os protagonistas de uma lendária legião de carros conduzidos por pilotos como Juan Manuel Fangio, Sir Stirling Moss e Karl Kling, e que atrás de seus volantes, conquistaram uma série de vitórias em provas como a Mille Miglia (Itália), Tourist Trophy (Irlanda do Norte) e Eifel Race (Nürburgring / Alemanha). Foram tempos de glória que consagraram o 300 SLR como um dos grandes mitos automobilísticos.
E após mais de 4 décadas, a tradicional e célebre montadora de Stuttgart resolve reeditar o mito. O que está por vir, já foi prenunciado em janeiro de 1999, no Salão Internacional de Detroit, quando a Mercedes apresentou ao público sua interpretação do que seriam os carros esportivos em um futuro próximo. Na época, o carro veio sob o nome de Vision SLR. Deixou o público e a imprensa especializada de boca aberta tanto com as perspectivas futuras, como pelo aspecto que apresentava. A começar pelo design, o Vision impressionava aqueles que o viam. Suas proporções e alguns elementos sugeriam uma homenagem ao mitológico 300 SLR, mas sob uma ótica moderna. Combinando e ao mesmo tempo contrastando com as linhas reestilizadas dos SLR gloriosos do passado, outros detalhes sugerem e contemplam as glórias do presente, conseguidas no ano anterior (1998) quando a McLaren "Flecha de Prata" equipada com motor Mercedes levou o finlandês Mika Hakkinen a conquistar o título mundial de pilotos na Fórmula 1. Do ponto de vista mecânico, o carro conta com um o motor V8 de 5,5 litros, produzido para o Mercedes E 55 AMG, mas que nele recebe um compressor e intercooler. O resultado são 557 cavalos de potência e impressionantes 73,4 kgfm de torque, capazes de acelerá-lo dos 0 aos 100 km/h em 4,2 segundos e atingir 320 km/h. Nota-se claramente que a frente do Vision apresenta linhas estilizadas lembrando o bico e a asa dianteira do McLaren F1. E se os designers responsáveis pela Ferrari Enzo, acharam original moldar a frente de seu bólido simulando a frente de seu carro de competição, a originalidade e prioridade deve ser dada aos desenhistas de Stuttgart, que bem antes do Ferrari Enzo, fizeram do conceito Vision SLR, o precursor de tal idéia. E ao que parece o conceito sai do campo dos sonhos ou de um simples exercício da imaginação, para tomar conta do mundo real, celebrando e mais uma vez consagrando o mito. No Salão de Frankfurt de 2003 o público poderá comprovar o que os projetistas da Mercedes-Benz e McLaren andaram fazendo durante estes quatros anos em que o "assunto" pareceu esquecido. O Mercedes-Benz SLR McLaren (sem o nome Vision) será mostrado na versão definitiva que deverá ir às ruas. As mudanças aparentemente foram sutis em uma primeira avaliação. Todavia, quando começa-se a detalhar o que foi feito, percebe-se que tudo justifica o que o novo carro deverá representar. Mesmo elementos aparentemente estéticos, são funcionais no SLR, como a dupla asa dianteira estilizada, sob as imensas tomadas de ar frontal - que são responsáveis tanto por um adequado respiro e refrigeração do motor, como tem papel fundamental no comportamento aerodinâmico do veículo - controlando o fluxo de ar e gerando downforce necessário à estabilidade e controle do SLR sob as altas velocidades que é capaz de atingir. O controle do ar que circula por dentro do compartimento do motor e ao redor do veículo é meticulosamente feito, através de diversos elementos, como as aberturas laterais à frente das portas e nas aletas sob o capô e junto ao pará-brisa, que dão vazão e direcionam o ar que circula pelo seu interior. Na traseira do SLR McLaren, um difusor de seis canais incorporado ao pará-choque, controla o ar sob o carro. Integrado à tampa do porta-malas, um aerofólio retrátil se eleva conforme aumenta a velocidade e em frenagens mais bruscas, funcionando como freio aerodinâmico. Os vincos que começam no duplo conjunto ótico ovalado dianteiro e, estendem-se ao longo de toda a carroceria - delineando e definindo a linha de cintura - terminando nas lanternas traseiras, além de conferir elegância própria, tem nesta máquina importância aerodinâmica. Ângulos de inclinação e formato do pará-brisa, do vidro traseiro, e espelhos retrovisores, formas e contornos da carroceria, completam um pacote estético e funcional impressionante, resultado de diversos estudos em túnel de vento. Lanternas traseiras constituídas por um conjunto de leds, portas "asa de gaivota" com articulação na coluna "A", junto ao teto para garantir melhor acesso ao interior, cuja observação mostra riqueza de detalhes e refinamento típico da marca. O couro em vermelho e preto, foi escolhido para revestir praticamente todo o interior do veículo, dos assentos anatômicos ao painel e portas. Onde não há couro, o material de revestimento e acabamento é o alumínio escovado. A combinação dos materiais, a forma em que foram moldados e distribuídos, mostram uma combinação bastante equilibrada e de bom gosto entre esportividade e luxo. E apenas este enfoque estético/funcional do carro já seria suficiente para classificá-lo a altura do mito que o inspirou. Só que ainda mais aspectos desta máquina estão disponíveis para aqueles que resolvem desvendá-la. O mais marcante deles se imagina, ao depararmos com as duplas saídas de escape localizadas nas laterais, logo atrás das caixas de rodas dianteiras. Precisamente moldados, dimensionados e incorporados ao conjunto do carro - da mesma forma que existiram no 300 SLR da década de 50 - este sistema de escape além do charme que provém de seu desenho e localização, propicia excelentes condições de exaustão. Mais e principalmente, denuncia o que poderá se encontrar ao levantar o capô. | |
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Ainda nada foi divulgado oficialmente pela Mercedes-Benz, a respeito da escolha e de que características deverá ter o motor que equipará seu mais novo super-carro e candidato a mito, mas não é arriscado esperar nada menos do que os quase 600 cavalos do Vision, fornecidos pelos célebres V8 preparados pela AMG, ou quem sabe, numa proposta mais ousada baseada nos V12 que equipam o Pagani Zonda C12S. Mais detalhes técnicos, como sistema de suspensão e freios, controles e tecnologia embarcada, materiais empregados na construção - sob responsabilidade da McLaren - deverão vir somente às vésperas do seu lançamento oficial do Salão de Frankfurt, em Setembro de 2003.
OBS: A primeira parte deste artigo foi elaborada antes da apresentação oficial do carro no Salão de Frankfurt 2003. Na ocasião, apenas algumas informações foram oficialmente divulgadas. Os detalhes técnicos, mais fotos e demais informações, vieram apenas por ocasião do início do salão, razão pela qual completamos o artigo em uma segunda parte. | |