AP 2.0 litros injetados VW/Ford
Para os motoristas que gostam de carros mais fortes, os motores 2.0 litros com injeção eletrônica permitem uma série de receitas para aumentar o desempenho. O ENVENENADO vai enfocar três níveis de preparação, desde uma receita simples até a colocação de um kit turbo.

  • Para a preparação mais suave, a receita é a colocação de um comando de válvulas alemão Schrick com 268 graus de duração. Mas preste a atenção, este comando tem que ser próprio para tuchos hidráulicos. O motor passa a respirar melhor em médias e altas rotações e não perde em elasticidade.

    O segundo ponto abordado é a injeção de combustível, que passa por nova regulagem. Empregando aparelho digital para medir o CO (monóxido de carbono), acerta-se a mistura e a marcha lenta, enriquecida até o limite superior de emissões legalizado pelo Proconve (Programa Nacional de Controle de Emissões Veicular) e pela Cetesb (Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental). Respeitando este valor não ocorrem danos nem ao catalisador nem ao meio ambiente.

    Quanto à ignição, velas de graduação térmica um ponto mais frias são instaladas. Nos sistemas mapeados não existe a possibilidade de alterar a curva de avanço atuando em molas ou contrapesos, como nos distribuidores de avanço mecânico (centrífugo ou a vácuo). Com essas alterações o carro vai ficar mais gostoso de dirigir, sobretudo em médias e altas rotações sem comprometer a vida útil do motor.

  • Para um segundo patamar de preparaçao, vamos trabalhar o cabeçote (trabalhando os dutos e os ângulos das sedes de válvulas, buscando maior eficiência volumétrica). Um comando com duração de 272 graus, para garantir mais torque e potência. O sistema de injeção passa a ter nova regulagem, mantendo-se dentro dos limites de emissões.
    Outra modificação importante é a retirado do limitador de rotação (corte), para que os motores alcancem as novas faixas de potência. Com isso os motores passam a alcançar 6.500 rpm nas quatro primeiras marchas e, em quinta, chegam a 5800 rpm, contra 5.200 rpm antes da preparação.

    Considerando-se um Santana com marcha de relação 0,80, diferencial 3,88 e pneus 195/60 R14, 600 rpm a mais significam um acréscimo teórico de 19 km/h na velocidade máxima. Nesta preparação a vida útil do motor é pouco comprometida, desde que você diminua o intervalo da troca de óleo e filtros (para 3.000 km), e que você respeite o novo limite de rotação.

  • Para aqueles que desejam um desempenho muito acima do normal, uma dica bastante interessante, é a instalação de um kit turbo. As alterações são mais complicadas, pois esses motores contam com uma taxa de compressão muito alta, com isso deve-se trabalhar o cabeçote (dutos e as câmaras de combustão são modificas).

    A taxa de compressão de 10:1 é diminuída para 8:1, considerando-se o uso de gasolina como combustível. Recomenda-se instalar os pistões do Santana 2.0 a gasolina com carburador, pois seu formato é diferente na cabeça. A pressão é regulada em 0,7 bar, podendo chegar em 1,0 bar.

    Se o veículo for usado na maior parte do tempo na estrada, deve-se optar pela menor pressão, para garantir uma menor temperatura de funcionamento do motor. Para quem dá esse tipo de utilização ao veículo e quer manter a pressão de 1,0 bar, recomenda-se a instalação de um radiador de óleo.

    Vela de ignição um ponto mais frias completam o serviço no motor. Com isso o motor deve atingir potência superior a 160 cv e todo o sistema de freios e suspensão tem que ser revistos. Com toda essa modificação o seu carro vai ter um desempenho digno de um bom carro importado, mas lembre-se de fazer sempre a manutenção em tempo reduzido. Um item muito importante e de vital importância ao motor é sem dúvida a qualidade do óleo colocado e o intervalo para a troca, que em geral passa a ser a cada 3.000 km.