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"Veneno" na era da Eletrônica
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Hoje como todos os carros fabricados contam com a eletrônica realizando o gerenciamento quase que completo do motor, conseguir aumento de potência tornou-se inviável ou pelo menos muito mais difícil do que na época do carburador, pois o alto custo das peças - como a instalação de um kit turbo - tornam as receitas um tanto caras para a realidade da maior parte dos brasileiros. Aqui falaremos do veneno eletrônico conhecido como “Remapeamento do Chip da Injeção Eletrônica”.
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Várias empresas hoje se dizem especializadas nessa nova área, mas alguns cuidados devem ser tomados, pois em certos casos, o ganho em desempenho é desprezível. Não espere muito dessa receita e não pense que seu carro pode se transformar em um verdadeiro “canhão”. Em alguns casos como em carros dotados de motores 1.0 litro, alguns valores podem até piorar, pois tratam-se de motores com pouca sobra de potência, ou por já estarem em seu limite de rendimento ou porque o módulo eletrônico já está otimizado ao máximo.
O Envenenado testou uma Parati Club 1.8, ano 1997, a gasolina com e sem o “veneno”. Bem, na verdade, o que se constatou é que o desempenho parecia ser o mesmo de antes da modificação. O ganho para uso em condições rotineiras, é imperceptível, não fosse pelas medições realizadas. O que se comprova é que, em algumas situações como em retomadas de velocidade e em baixos regimes de rotação, realmente obteve-se um melhor resultado. Se você está em terceira marcha a 40 km/h e pisa fundo no acelerador o motor responde de imediato e sem nenhum rateio.
O comportamento em baixas rotações ficou mais confortável, por não se exigir tantas reduções de marcha como antes. Seu proprietário - Paulo Alexandre da Costa Andrade - verificou entretanto, que apesar do carro estar melhor em baixas rotações e retomadas, o seu consumo aumentou! Sem o veneno, o consumo médio era de 10,0 km/l e após a adoção do veneno a média caiu para 9,3 km/l, ou seja um aumento de 7%. Paulo relata: “Eu esperava mais desse Chip”.Vale lembrar que você perde a garantia do carro se a alteração for feita. Caso você fizer a opção por este "veneno", faça o remapeamento em outro chip, não no original, pois se acontecer algum problema com o chip remapeado, basta colocar o original de volta. Em alguns carros a receita não é possível, devido aos novos módulos que fazem uso de memória compartilhada, utilizando um sistema de segurança que o torna praticamente inviolável. Para o ENVENENADO a alteração não justificou o investimento e os argumentos do preparador, de que o desempenho e o consumo melhorariam com a instalação. É possível que outras empresas de remapeamento de chip consigam melhores resultados, todavia a empresa responsável por esta modificação (a qual não citaremos o nome), não atingiu as expectativas. O custo da instalação, dependendo do carro, é a partir de R$300,00 até cerca de R$1.500,00 reais. Caso você se decida por esta receita, procure uma oficina com laboratório próprio e que tenha um responsável pela programação, que possa lhe tirar eventuais dúvidas e o que será conseguido com o processo de remapeamento. Tchesco
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