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Motores Diesel - Nova Geração |
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Os motores a diesel eram até há pouco tempo sinônimos de motores barulhentos de baixíssimo desempenho e altamente poluentes, além do fato que para se conseguir alguma potência, era necessário que tivesse grande capacidade cúbica. No Brasil esse tipo de motor só e permitido em utilitários, caminhões e ônibus. Por outro lado, em alguns países da Europa o número de motores a diesel em carros de passeio chega a superar os movidos à gasolina. Mas por que?
Depois de vários anos de estudos, hoje os motores movidos a diesel chegaram a tal ponto de evolução, que seu desempenho equivale a carros à gasolina de mesma capacidade cúbica, porém produzindo potências semelhantes, consumindo menos combustível e com baixíssimos niveis de emissão de poluentes e de ruídos. Mas qual a mágica? Atualmente os motores a diesel incorporam a tecnologia "common rail", onde a injeção de óleo diesel é feita diretamente nas câmaras de combustão e sua linha de alimentação é eletronicamente comandada, como nos motores a gasolina. Algumas alterações adicionais foram feitas para melhorar ainda mais seu desempenho, como por exemplo, com o advento da eletrônica, hoje é possível controlar o processo de combustão, a começar pelos sensores que administram o funcionamento da bomba injetora rotativa que controla desde a quantidade de óleo a ser injetada, até a duração da injeção e o tempo em que tudo isso irá ocorrer. Este sistema é tão avançado que a própria bomba faz o chamado overboost (aumento da pressão no turbo). Uma espécie de “injeção piloto”, manda uma quantidade pequena de diesel injetada antes do jato principal, cujo objetivo é o de iniciar o processo de combustão reduzindo consideravelmente a rumorosidade natural do diesel. Outras tecnologias criadas por diversos fabricantes, têm propiciado soluções ainda mais eficientes, todas com o objetivo de incremento de desempenho, como a adoção de um sensor entre o segundo e o terceiro cilindro para medir as vibrações provocadas pela combustão, “avisando” o sistema eletrônico e fazendo correções na dosagem de combustível para que não haja desperdício. Na maioria dos casos, esses motores vem equipados com um turbocompressor e ainda um intercooler, com o objetivo de aumentar a potência do motor sem que haja comprometimento da durabilidade do mesmo. Esta é uma preocupação grande, mesmo levando em conta que os motores diesel normalmente tem uma durabilidade maior que os movidos à gasolina. Mas não são utilizadas as turbinas comuns que conhecemos, mas sim mecanismos variáveis capazes de mudar a posição das aletas, a fim de alterar a dinâmica dos gases no interior da turbina e, com isso, suas respostas em baixa velocidade melhoram, pois as aletas se “fecham” diminuindo a área e aumentando a velocidade do ar. Em rotações elevadas, as aletas se recolhem aumentando o volume e com isso dispensa-se até o uso da válvula de alívio. Esta nova geração de motores ganhou pistões e bielas de ligas leves como nos motores a gasolina, ou pode contar ainda com um sistema parecido com o “Booster” ou Overboost (sobre-pressão que permite um aumento rápido de potência em alguns segundos), mas sem aumento de pressão, apenas com a melhora da dosagem da mistura ar combustível melhorando ainda mais as retomadas de velocidade. | |
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Para você ter uma idéia um motor 1.8 litros TDCi turbodiesel rende nada mais, nada menos que 115 cv, a mesma potência do motor Ford 1.8 Ztec. Seu desempenho é bem parecido com o à gasolina, atingindo 194 km/h e acelerando de 0 a 100 km/h em apenas 9.7s, números idênticos ao movido à gasolina e ainda com uma grande vantagem: a 100 km/h ele consome apenas 18.8 km/l de diesel!
Hoje encontram-se em desenvolvimento na grande maioria das montadoras, diversos projetos de motores diesel desta nova geração, sendo alguns em parcerias, como é o caso do novo motor HDi produzido em cooperação pela PSA Peugeot Citröen e Ford. Sem dúvida o governo deveria permitir o acesso a carros de passeio movidos à diesel, como uma opção a mais para os consumidores. | |