VW Fox
Um pouco de história
Poucos lançamentos nos últimos anos receberam tanta atenção como mereceu o mais novo carro da Volkswagen. Desde a sua idealização, projeto e desenvolvimento, muito se especulou e esperou do que estava por vir. A imprensa especializada esperava ansiosamente o seu lançamento, diante das promessas que o modelo deveria atender. Não foi sem razão, que toda esta expectativa foi criada, uma vez que o Fox veio "inaugurar" uma série de novos conceitos no mercado nacional de automóveis.

Na verdade, alguns aspectos não são tão inéditos assim, mas um dos seus principais apelos é o fato de tratar-se - assim como o Gol - de um projeto genuinamente brasileiro, ao contrário de tantos outros "concorrentes". "O Fox representa o grande salto da Volkswagen do Brasil para o futuro que queremos. À parte as inovações, o seu aspecto diferenciado, a quebra de paradigmas e o compromisso com o meio ambiente, o Fox tem na sua origem o mais puro DNA Volkswagen. Nele estão presentes todos os atributos que por décadas e décadas consagraram a marca, a maior fabricante de automóveis em território brasileiro. O Fox se destaca pela tecnologia, qualidade, durabilidade, robustez, versatilidade, segurança, confiabilidade e excelente relação custo-benefício, entre outros atributos construídos, preservados e aprimorados pela Volkswagen. É um carro sem excessos, com todo o conteúdo adequado ao seu porte. É o melhor carro já desenvolvido e produzido em todos os tempos pela engenharia automobilística brasileira. Os brasileiros devem se orgulhar de ter construído o Fox, um carro que pode levar a sua bandeira para muitos países", define Paul Fleming, presidente da Volkswagen do Brasil.

O modelo foi desde a fase de projeto construído com a participação do seu futuro consumidor, que em clínicas e pesquisas, indicou o caminho para que a Volkswagen criasse o Fox. O cliente, definiu um carro compacto, linhas modernas, que fosse compacto por fora sem abrir mão do espaço interno. O veículo ainda deveria ser moderno, inovador, confortável, versátil e oferecer toda tecnologia, sem que somente uns poucos pudessem pagar tudo isto. Para completar a lista de definições do carro, o Fox deveria conciliar as características de um multiuso, capaz de transpostar adequadamente a família ou servir a pequenas atividades comerciais.

A idéia de desenvolver e produzir o Fox surgiu em fins de 1998 e foi manifestada pela Diretoria de Estratégia de Produtos da Volkswagen, instalada na Ala 17 da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), área que concentra todos os segredos da Volkswagen do Brasil. Pensou-se inicialmente num carro exclusivo para o mercado brasileiro, que atendesse essencialmente às necessidades e expectativas do cliente local. Foi por esse motivo que o projeto ganhou o nome de Tupi - na verdade seria Tupiniquim, mas os alemães tinham dificuldade para pronunciar essa palavra - também conhecido tecnicamente pela sigla VW 249.

Para atender à necessidade de espaço interno indicada pelo cliente, a área de Design & Package da Volkswagen do Brasil usou um novo conceito de criação de automóvel para gerar o Fox - o Designed Around the Passengers. Ao invés de seguir a rota tradicional, de desenhar primeiro o exterior e depois adaptar o interior a essa forma, os designers criaram o Fox de dentro para fora. Esboçaram o espaço, definiram a dimensão, colocaram cinco ocupantes de diferentes alturas e pesos, ajustaram bancos, posições da direção e do câmbio, dispuseram o restante do painel, criaram porta-trecos para utilidades diversas e simularam situações com o carro em movimento para que se tivesse plena certeza de que o conforto dos ocupantes estaria sempre garantido.

Além disso, os projetistas tiveram uma grande preocupação com a ergonomia que o novo carro deveria proporcionar aos ocupantes e, consequentemente o conforto deles, mesmo nas mais longas viagens. Assim, os designers optaram por reposicionar o corpo dos ocupantes a partir de um cálculo complexo que elevou em 6 centímetros o chamado Ponto H, um ponto teórico representado pela articulação entre o fêmur e o tronco. O melhor aproveitamento do espaço ocorreu naturalmente, já que a medida permitiu aos ocupantes uma posição mais elevada e alguns centímetros mais para a frente em relação ao painel. O resultado na prática, significa mais conforto e comodidade, principalmente em longos percursos. Outra consequência direta deste reposicionamento vem de uma maior visibilidade ao motorista, também fruto da grande área envidraçada do pará-brisas e de seu ângulo com o capô.

A funcionalidade e conforto ainda são completados por uma disponibilização ampla de itens e acessórios diversos internamente. O carro é repleto de porta-trecos nos quais motorista e ocupantes podem acomodar vários tipos de objetos, de livros e CDs a pastas e até garrafas de água mineral com capacidade para um litro e meio. Há locais para se colocar copos nas partes dianteira e traseira do interior, além de prateleiras na região do painel. Até mesmo a localização do porta-luvas, deixa de ser convencional tendo sido instalado numa gaveta embaixo do assento do motorista. Também para garantir maior flexibilidade no quesito espaço interno, o Fox introduz o ARS (Adjustable Rear Seat), sistema opcional que realiza o ajuste longitudinal do banco traseiro sobre trilhos. Com o ARS, o carro pode ter ampliado o espaço do porta-malas.

O porta-malas do Fox é bastante flexível e oferece cinco configurações que modificam a capacidade de armazenamento de volumes em seu interior. Com o banco traseiro colocado totalmente para trás, de acordo com o projeto original, o espaço comporta 260 litros. Se o banco for deslocado totalmente para a frente, em 150 mm, o porta-malas passa acomodar 353 litros. Outras duas possibilidades de ampliar o bagageiro vem de outras formas de posicionamento do banco traseiro, que poder ser rebatido duas vezes. Se apenas o encosto do assento for rebatido, o espaço para bagagens cresce para 675 litros. Se o encosto e o assento forem rebatidos, a capacidade será de 1016 litros. A útima configuração, permite que o banco possa ser retirado completamente, ampliando o volume comportado pelo porta-malas para 1236 litros.

Uma extensa lista de itens de série e opcionais completam os recursos internos a dispor dos ocupantes. No painel por trás do volante três raios (que pode conter controles do CD Player e Airbag) velocímetro, tacômetro, relógio digital/display do rádio, dimmer, indicador de combustível, hodômetro total/parcial e botão para zerar o hodômetro. A iluminação é branca, de visualização agradável e fácil leitura. Ar condiocionado, CD player, relógio digital, vidros e travas elétricas, são alguns dos itens que fazem parte do pacote.

O KSG (Komfort Steuergerät), central que comanda todas as ações de conforto (aplicada como opcional junto com o módulo elétrico), é a primeira peça diagnosticável eletronicamente projetada e desenvolvida pela Engenharia da Volkswagen do Brasil. O componente é responsável pelo gerenciamento dos vidros e espelhos elétricos, comanda o travamento automático das portas a 15 km/h e faz o destravamento automático quando a chave é retirada do contato. Se ocorrer destravamento involuntário das portas, o sistema volta a acionar o alarme e as travas em 60 segundos. O KSG ainda aciona o sistema interno de iluminação - com o destravamento da porta - para facilitar o acesso de motorista e passageiros. Também destrava a tampa traseira eletronicamente, por meio de um comando no painel (a tampa também pode ser aberta com a chave). Outra função do KSG é impedir que o carro funcione com uma chave clonada. Só a chave original, dotada de imobilizador eletrônico, aciona o motor do Fox. O desarme total do alarme só é possível com uso de controle remoto. Se o motorista tiver de abrir a porta com a chave, terá prazo de 15 segundos para colocar e girar a chave no contato e, em caso de acidente grave, o KSG toma as seguintes providências: destrava as portas, aciona o pisca-alerta, acende a iluminação interna e corta a bomba de combustível para evitar incêndio.

Em termos de motorização, o novo compacto lança o primeiro motor 1.0 Total Flex no mercado brasileiro. Mais ainda, na disputa por propulsores cada vez mais potentes, a VW sai na frente com o motor 1.0 8V naturalmente aspirado mais potente do momento, com 72 cv. Ao todo, o Fox dispõe de quatro opções de motores, em posição transversal (como no Polo): 1.0 de 8 válvulas a gasolina, com potência de 71 cv; 1.0 de 8 válvulas Total Flex, com 72 cv (utilizando 100% álcool); 1.6 de 8 válvulas, a gasolina, com 101 cv; e, 1.6 de 8 válvulas, Total Flex, com 103 cv (utilizando 100% álcool).

O motor 1.0 é o mesmo já utilizado no Gol, mas devido a sua instalação transversalmente, foram necessárias mudanças no cárter, pescador de óleo, coletor de admissão e escapamento. Outras alterações devidas a especificações de projeto, foram o eixo de comando e o filtro de ar e, naturalmente novos pontos de fixação na carroceria. A Magneti Marelli é responsável pelo gerenciamento do para os motores 1.0, enquanto a Bosch produz a tecnologia para os de 1.6 litros. As quatro opções de motores utilizam-se da tecnologia RSH (comando de válvulas com balancins acionados por roletes).

Esse sistema diminui o atrito interno, proporcionando maior economia de combustível e melhor desempenho. Outra tecnologia que vem beneficiar tanto o desempenho como o consumo, é o acelerador inteligente E-Gas. O Fox utiliza o mesmo câmbio MQ-200 manual de cinco marchas do Polo. Como outros modelos da marca, a já conhecida precisão nos engates, aliando um funcionamento silencioso e confiável.Particularmente para o Fox, todo o sistema de acionamento de marchas foi reprojetado com o objetivo de proporcionar uma posição ergonomicamente correta da alavanca. As relações de marchas ficaram mais longas.

O Fox faz uso de suspensão dianteira independente, tipo Mc Pherson com mola helicoidal integrada e barra estabilizadora. Atrás é interdependente, com braço longitudinal e mola helicoidal. Os freios são a disco nas rodas dianteiras e a tambor nas traseiras. O sistema de frenagem do Fox tem ABS de última geração como opcional e também o EBD (Electronic Brake Distribution), que distribui a força de frenagem entre as quatro rodas e, consequentemente, reduz a distância necessária para parar o veículo. O EBD tem sensor ativo que atua a partir da velocidade de 0,5 km/h e só pode ser utilizado em modelos equipados com ABS.

Embora seja sempre uma aspecto questionável e subjetivo, do ponto de vista estético o Fox é um carro atraente por apresentar linhas suaves e modernas. O estilo minivan caracterizado pela altura elevada e linha de cintura correspondente, tem agradado cada vez mais o gosto do brasileiro. Visto de lado, o capô ilusoriamente parece ser proporcionalmente longo, por seguir a inclinação do pará-brisas e do teto de forma suave e continua, produzindo um conjunto harmonioso e equilibrado. Os poucos vincos, as curvas suaves, ausências de borrachões e frisos, pará-choques envolventes e integrados à carroceria, produzem um visual bastante limpo e agradável.

Dentro do lineup da Volkswagen, Gol e Polo Hatch vão abrir espaço no mercado para o Fox. No caso do Gol, desde o início do ano, a Volkswagen vem reforçando os itens e ofertas que mais atraem a atenção de consumidores que sobretudo valorizam a relação custo-benefício e um carro consagrado. Já o Polo Hatch será aina mais reforçado dentro da categoria premium e direcionado para o topo do segmento dos guiados pela imagem, que não abrem mão de um carro com alto conteúdo tecnológico em itens de série. Essa estratégia fará com que não haja canibalização entre os modelos VW e dará ao Fox força para competir inclusive com concorrentes de categoria superior. Este posicionamento vai fazer com que o fabricante possa oferecer uma ampla gama de opções.

Assim o Fox tem uma série de atributos que justifica plenamente todas as expectativas lançadas ao seu redor pela imprensa especializada. Mais do que isto, o modelo deverá ser mais uma opção atraente e de qualidade para consumidores também cada vez mais exigentes e cientes de suas necessidades e desejos. O único senão do carro, vem da concorrência, para quem o Fox é a pior coisa que poderia ter surgido nos últimos tempos! :S

Ficha Técnica *
Versão
Fox 1.0
Fox 1.6
Motor:


Cilindrada:
Pot. Líq. Máx.:

Torque Líq. Máx.:


Transmissão:








0 - 100 Km/h:

Vel. Máx.:


Pneus:
Rodas:

Freios:



Direção:

Peso:
Carga:

Susp. Diant.:


Susp. Tras.:


Comprimento:
Entre eixos:
Largura:
Altura:
1.0 litros, 4 cilindros, 2 válvulas/cilindro, injeção eletrônica

999 cm³
71 cv @ 6 000 rpm (Gas.)
72 cv @ 6 000 rom (T. Flex **)
9.1 kgfm @ 4 500 rpm (Gas.)
9.2 kgfm @ 4 500 rpm (T. Flex **)

Manual, 5 velocidades, tranversal dianteira
1ª - 4.167:1
2ª - 2.300:1
3ª - 1.387:1
4ª - 1.026:1
5ª - 0.813:1
Diferencial: 4.929:1

14.3 s (Gas.)
14.0 s (T. Flex **)
162 km/h (Gas.)
163 km/h (T. Flex **)

175/65 R14
5J x 14

Dianteiro: discos ventilados
Traseiro: tambor
ABS e EBD opcionais.

Mecânica, pinhão e cremalheira.

968 kg
440 kg

Independente, tipo Mc Pherson com mola helicoidal integrada e barra estabilizadora.
Interdependente, com braço longitudinal e mola helicoidal.

3804 mm
2464 mm
1640 mm
1544 mm
1.6 litros, 4 cilindros, 2 válvulas/cilindro, injeção eletrônica

1599 cm³
101 cv @ 5 500 rpm (Gas.)
103 cv @ 5 500 rom (T. Flex **)
14.3 kgfm @ 3 250 rpm (Gas.)
14.5 kgfm @ 3 250 rpm (T. Flex **)

Manual, 5 velocidades, tranversal dianteira
1ª - 3.455:1
2ª - 1.954:1
3ª - 1.281:1
4ª - 0.927:1
5ª - 0.740:1
Diferencial: 4.533:1

10.8 s (Gas.)
10.5 s (T. Flex **)
186 km/h (Gas.)
187 km/h (T. Flex **)

175/65 R14
5J x 14

Dianteiro: discos ventilados
Traseiro: tambor
ABS e EBD opcionais.

Hidráulica, pinhão e cremalheira.

1020 kg
440 kg

Independente, tipo Mc Pherson com mola helicoidal integrada e barra estabilizadora.
Interdependente, com braço longitudinal e mola helicoidal.

3804 mm
2464 mm
1640 mm
1544 mm
* - Dados do fabricante, referentes aos modelos Fox produzidas em Outubro de 2003
** - Abastecidos somente com álcool