Fit
Um pouco de história
A indústria automobilística atualmente vive um momento único, em que a cada dia surgem novas classes ou categorias de veículos. Uma prova clara disto é o novo compacto da Honda. Na verdade, afirmar que o Honda Fit é um compacto não é de todo errado, como também não é totalmente verdade, já que este projeto pode e merece receber outras classificações, como a de minivan.

O Fit é um carro singular e que prova a capacidade crescente da indústria automobilística atual, em prover o mercado com veículos cada vez mais inteligentes e versáteis. As razões para tantos elogios, são reais e vem entre outras, dos diversos prêmios e títulos que o veículo já ganhou desde o seu "debut" no Japão em junho de 2001. Desde então, o carro vem sendo o mais vendido em seu país de origem. Mas o seu sucesso, vai além e mesmo na Europa já ganhou diversos prêmios.

Agora (em Abril/2003), o Fit desembarca em terras brasileiras com planos de também conquistar uma fatia significativa do mercado. Aqui ele está sendo fabricado na unidade fabril da Honda, em Sumaré. A fábrica que opera desde 1997, produzindo o Civic, recebeu US$ 150 milhões em investimentos para poder produzir o carro, que conta com um índice de 80% de nacionalização. O Brasil, é o único país além do Japão a produzi-lo e cujas unidades deverão além de atender ao mercado interno, serem destinadas às exportações para países da América do Sul, tais como: Argentina, Peru, Chile, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Colômbia e Equador.

Já externamente as linhas do Honda Fit, denunciam o que se pode experar do carro. O design ao mesmo tempo que não é extremamente ousado ou inovador, apresenta elementos bastante atraentes e que fazem imaginar o que deve ser o estilo dos automóveis da marca. Destaque deve ser dado ao conjunto ótico dianteiro, que tem um desenho moderno e bonito. Dotado de pequenas lâmpadas dispostas sobre um grande multirefletor e acomodadas em uma máscara negra. O conjunto (lanterna, os faróis alto e baixo e a luz indicadora de direção) fica sob uma cobertura denominada pela Honda de "bubble-canopy", realçado por lentes tridimensionais.

A integração dos faróis com a linha da frente, marcada por um capô curto e bem inclinado, é bem harmoniosa e revela a tendência de veículos com frentes pequenas. As dimensões reduzidas, aliadas ao grande pará-brisas e uma ampla área envidraçada do Fit, além proporcionarem uma ótima visibilidade externa ao motorista e ocupantes, combinam com o restante das linhas e com sua proposta. A linha da cintura elevada, que se acentua e sobe em direção a traseira do veículo, contribuem ainda mais para uma aparência robusta.

O pequeno carro da Honda, é 212 mm menor em comprimento do que um Chevrolet Meriva e 255 mm maior que um classe, seus téoricos concorrentes. Mas é justamente a forma como a Honda conseguiu aproveitar internamente o espaço, outra de suas virtudes. Graças ao novo chassis desenvolvido para o Fit, é possível que o motor bastante compacto ocupe uma posição bem à frente e o tanque de combustível de 42 litros seja colocado sob o assoalho, alinhado com os bancos dianteiros. Somado a isto o assoalho do carro é bem rebaixado e o teto elevado de forma que haja um bom espaço interno a despeito de suas dimensões.

Internamente, além do espaço, o ambiente leva o bom acabamento da marca. A caracterização de veículo familiar, fica evidente pela quantidade de porta-objetos em diversos locais. O painel é simples, sem ser despojado. Tem uma aparência agradável e os instrumentos são bem dispostos e de fácil leitura. Os comandos são bem acessíveis e a preocupação com a ergonomia se faz sentir pela possibilidade de das posições do banco do motorista quanto a altura e profundidade, bem como do volante, fatores que se somados a altura da cabine, possibilitam uma confortável posição de dirigir, para motoristas dos mais diversos portes.

Outro fato que revela a versatilidade do veículo, vem das possibilidades de rebatimentos para os bancos. O dianteiro do passageiro pode ser rebatido inteiramente, junto com o traseiro bipartido, de forma a acomodar objetos longos como uma prancha de surfe. Os traseiros, também inteiramente rebatíveis sem a necessidade de retirar o encosto de cabeça, proporcionam um compartimento de bagagem para 1321 litros. E a grande novidade, vem da possibilidade de se levantar os assentos traseiros, o que viabiliza acomodar cargas mais altas (1280 mm). Ainda sob os assentos traseiros há espaço para acomodar pequenos volumes.

A motorização é diferenciada das disponíveis no mercado japonês e, constitui talvez o único senão do modelo. Não que os 80 cavalos sejam insuficientes para produzir um desempenho satisfatório, mas apenas equivalente aos mais potentes 1.0 nacionais, embora a Honda não divulgue dados de desempenho. Entretanto, a moderna tecnologia empregada no motor SOHC i-DSI (Intelligent Dual Sequential Ignition - Ignição dupla sequencial inteligente) caracteriza-se pela economia de combustível, tamanho reduzido, leveza, torque máximo em baixas rotações e baixo nível de emissão de poluentes. O motor 1.4 litro 8V tem potência de 80 cv (cavalos) a 5.700 rpm e torque máximo de 11,8 kgfm a 2.800 rpm, faz supor um conjunto que deve ser adequado para trajetos urbanos com a família e viagens em que não se utilize capacidade total de carga. Para isto uma versão mais potente seria adequada.

O sistema i-DSI, faz uso de duas velas por cilindro. Isso segunda a Honda, aumenta ainda mais a eficiência de combustão do motor. O par de velas reduz o percurso da chama dentro da câmara de combustão (distância percorrida pela chama após a ignição), o que gera uma combustão mais rápida e homogênea, transformando a energia de combustão em potência com maior pressão do que os motores aspirados tradicionais. A câmara de combustão compacta permitiu uma taxa de compressão de 10,4:1, com o menor ângulo das válvulas, que passam a ter convergência de 30°.

O Honda Fit utiliza o EPS (Electric Power Steering) um sistema de direção eletricamente assistida, tornando-a mais leve em baixas velocidades e firme em altas. O esforço de esterçamento é reduzido através do auxílio de um pequeno motor elétrico comandado por um módulo eletrônico, atuando sobre o pinhão na caixa de direção. A vantagem deste sistema é que o mecanismo não rouba potência do motor, como nas direções hidráulicas convencionais.

Em termos de câmbio, há duas opções. A primeira, e que é de série, é um cinco marçhas manual. A segunda, constitui outra novidade para veículos da categoria. Trata-se da transmissão automática Honda CVT (Continuously Variable Transmission). Nela, o sistema monitora diversos parâmetros do automóvel, visando a relação de transmissão mais adequada, conforme a necessidade do condutor, aproveitando ao máximo a potência e o torque do motor. A manopla da transmissão automática CVT tem seis posições: "P", para quando o veículo está estacionado; "R", para quando há a necessidade de marcha à ré; "N", para movimentar o veículo com o motor desligado; "D", modo "Drive"; "S", modo "Sport" (Esporte) e "L", modo "Low" (Reduzido).

Durante a condução, a aceleração é monitorada permanentemente. Quando o acionamento do pedal do acelerador em um determinado espaço de tempo supera o programado, a informação é transferida automaticamente para o mapa, que passa a utilizar faixas mais altas de rotação de motor. Na posição "D", que significa "drive" (dirigir, em inglês) o mapa adequado é selecionado automaticamente a partir de três opções: modo "D1", que privilegia o baixo consumo de combustível; modo "D2", para percursos urbanos, e modo "RS", para aceleração total. Na posição "S", há duas opções de mapa: modo "S1", para condução esportiva, e "S2", para estradas sinuosas. Na posição "L", o CVT seleciona as relações mais curtas possíveis, em subidas íngremes ou para utilização máxima do freio-motor em descidas acentuadas.

O pacote de itens de segurança do carro, conta com airbags frontais para o condutor na versão LX e para motorista e passageiro na versão LXL, que vem ainda com freios com sistema ABS e EBD, que impedem o travamento das rodas e distribuem a carga de frenagem. Tanto os cintos de segurança dianteiros quanto os traseiros laterais são de três pontos, já o central é abdominal.

Realmente o Fit é um veículo que tem mais qualidades do que "defeitos", se é que efetivamente algum aspecto seu pode ser tratado assim. Tudo isto, somado ao menor preço da categoria, faz com que imaginemos que ele seja uma opção de sucesso tambám aqui no Brasil.

Ficha Técnica *
Versão
Honda Fit 1.4
Motor:



Cilindrada:
Pot. Líq. Máx.:
Torque Líq. Máx.:
Tx. Compressão:
Aceleração:
Vel. Máxima:

Transmissão:

Rodas:
Pneus:

Freios:


Peso:

Suspensão:


Comprimento:
Largura:
Altura:
Entre-eixos:
Motor dianteiro, 1.4 litro, transversal, quatro cilindros em linha, 8 válvulas SOHC, injeçao eletrônica multiponto sequencial.

1339 cm³
80 cv @ 5 700 rpm
12,8 kgfm @ 2 800 rpm
10,4:1
(0 - 100 km/h) N/D
N/D

Manual, 5 velocidades

14 x 5,5JJ
175/65R14

Discos ventilados na frente e sólidos na traseira, com assistência ABS e EBD.

1046/1080 kg

Dianteira: Independente, tipo McPherson.
Traseira: Semi-independente, eixo de torção.

3830 mm
1675 mm
1525 mm
2450 mm
* - Dados do fabricante, referentes aos modelos Fit em Maio de 2003.