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Quer uma "víbora"? (1ª Parte) | ||||||||||||
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As seções ainda estavam sendo definidas e criadas, o Envenenado ainda engatinhava em seus primeiros dias e primeiras matérias, quando decidimos a criação da seção Mitos. Ela deveria apresentar carros lendários e mundialmente famosos, que em sua época se destacaram por suas qualidades e para inaugurar a seção foi escolhido nada menos do que o Dodge Viper. Hoje, mais de um ano se passou e voltamos a abordar e reeditar a matéria a respeito deste que é um dos maiores mitos americanos, por duas razões: a primeira é que vemos que não fizemos justiça a sua história e a segunda, devido ao nascimento da nova "Víbora".
Alguns conceitos nortearam a criação do primeiro e demais modelos de Viper, como um potente motor V10 sem toda a parafernália eletrônica de controle do carro e de seu comportamento, como então costumava ser com a maioria das máquinas esportivas. Bob Lutz - então presidente da Chrysler Corporation - definiu esta abordagem como "Yestertech" (ou tecnologia de "ontem"). E assim foi que em 1992, o mito veio a público, como sendo um dos esportivos com melhor desempenho, obtido essencialmente através das habilidades do motorista. Em 1996, outro desafio foi estipulado pela montadora: trazer um título de Le Mans para os EUA, já que o domínio exercido pelos europeus na época, era algo quase absoluto. E foi assim, que graças ao excelente trabalho em conjunto com a equipe Oreca, o Viper conseguiu não apenas um, mas três títulos consecutivos na prova, coroados ainda com uma vitória nas 24 horas de Daytona. A versão inicial equipada com um V10 de 8 litros, já apresentava um desempenho excelente, fruto dos 400 cavalos a 4600 rpm e 64.3 kgfm de torque a 3600 rpm, que o levavam aos 100 km/h em 4.7 segundos e máxima de 265 km/h. Mas o desempenho esportivo não era a sua única qualidade, sendo que suas linhas arredondadas e sinuosas - inspiradas no Shelby Cobra - ostentando um longo capô, sob o qual repousava o grande motor, conjuntos óticos que criavam identidade visual com olhos de serpente e baixa linha da cintura, completavam um conjunto harmonioso que agradou em cheio os consumidores americanos, que até então só dispunham dos antigos mitos - Mustang e Corvette entre outros. Apesar de as vendas não alcançarem os mesmo patamares dos seus concorrentes nos seus tempos de glória, até mesmo por opção da montadora e pelo preço elevado necessário para dispor do prazer de conduzi-lo, o sucesso foi estrondoso. Ano a ano a Dodge produziu versões mais "apimentadas", como a GTS em 1996, que desenvolvia 450 cavalos de potência e o novo RT/10 com 415 cavalos, ambas com 67.7 kgfm de torque. Assim a barreira dos 4 segundos para os 100 km/h e máxima dos 300 km/h estavam próximas, já que as marcas para o GTS eram de 4.1 segundos e 297 km/h, respectivamente. Ultrapassar os 300 km/h e baixar dos 4 segundos na aceleração virou meta, já que as marcas haviam sido alcançadas com o GTS/R, uma versão ainda mais apimentada, porém de corrida. E a meta foi atingida em 1998 com um GTS, cravando 4 segundos de 0 a 100 km/h e 309 km/h de velocidade final, usando ainda o mesmo motor da versão 96, porém graças a reformulações na transmissão e em pequenos detalhes aerodinâmicos quase imperceptíveis visualmente. Estes dados de desempenho ainda permanecem os mesmos na versão 2002 do Viper GTS, que ainda utiliza o V10 de 8.0 litros e 450 cavalos, usado na versão 96. O RT/10 2002 agora também equipado com o mesmo motor do GTS, apresenta números um pouco inferiores devido à diferenças provenientes da sua carroceria Roadster, contra a do GTS que é um Coupé. Este tipo de carroceria não mais deverá estar disponível na versão 2003, que foi reformulada pela Dodge. A produção do GTS 2002 está prevista para apenas 360 unidades, cada qual delas identificada com uma placa contendo o número de produção de cada veículo (1/360). Os detalhes de acabamento da chamada GTS Final Edition, são os mesmos do GTS-R Série Le Mans e Daytona 2000. Como se já não bastasse toda a cavalaria e os kilos de torque disponíveis para fazer acelerar a "Víbora", atualmente existem empresas célebres por conseguir uns "cavalinhos" extras desta máquina, como a TNT que produz o TNT Serpent 505, 555, 605, 655 - cujas designações vem do deslocamento do bloco em polegadas cúbicas - e o famoso TNT King Snake de 777 cavalos, que o faz acelerar em 3.6 segundos e alcançar os 335 km/h. A SVS é outra, que entre as opções de preparação, conta com o SVS SC Stage III Viper e SVS Stryker Twin-Turbo Viper, conseguindo 1150 cavalos no primeiro, através do uso de um compressor mecânico e 993 cavalos no segundo modelo, através de dois turbos. Porém entre todos os profissionais do "tunning", o mais célebre é o Hennessey, que pela qualidade de seu trabalho vem se consagrando no mercado americano como um dos maiores profissionais do setor. As opções começam com o Hennessey 500 e vão crescendo de 50 em 50 até o 700 R, sendo que a numeração no caso deste preparador, identifica a potência do carro, que ao contrário dos seus concorrentes, fez todas estas opções em motores aspirados, exceto pela sua última obra - o Hennessey 800TT. Este é o seu primeiro modelo a usar o (no caso dois T-37) turbo, gerando 833 cavalos e fazendo o Viper acelerar em 3.5 segundos e atingir impressionantes 375 km/h! Para dispor de um modelo destes, são necessários US$ 55.000,00, fora o valor do Viper que não está incluso! |
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Dodge Viper 2003 (2ª Parte)
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