37 anos de Mustang
Poucos são os carros que podem conquistar o feito de se perpetuar ao longo de mais de 35 anos escrevendo páginas de glórias e conquistas na história do automóvel. O Ford Mustang é um destes raros exemplos!

"Nascido" em 1964 sob a missão de ser um conceito em esportivos, o Mustang ao fim de 66 já acumulava mais de um milhão de unidades vendidas, iniciando a saga de 37 anos como um dos carros mais queridos entre os consumidores americanos. Outro mérito que lhe cabe, é o de ter sido o pioneiro da geração dos chamados pony cars americanos, disputando entre outros, com Camaros e Pontiacs.

Equipado logo na sua versão inaugural com um potente motor V8, o carro acabou ganhando fama pelo desempenho esportivo que apresentava além do design agressivo e moderno, características que sempre marcaram seus 37 anos de história.

Os apaixonados pelo carro e por seu desempenho e design marcantes, começaram então a ser "presenteados" pela Ford com versões cada vez mais potentes e esteticamente trabalhadas. Chega o ano de 1971 e com ele a primeira alteração significativa nas linhas do carro, que não agradaram muito, mas que foram inspiradas em um dos maiores sucessos da história do Mustang, o Mach I.

Logo em seguida, dentro da idéia da montadora de criar versões cada vez mais esportivas (e rápidas) surgiu o Cobra, outra versão especial que recebia uma preparação mecânica da fábrica, além dos detalhes da pintura (faixas ao longo de toda a extensão do carro), acabamento e acessórios que contribuíram para tornar a versão um símbolo da esportividade do carro americano.

Um Cobra não foi o bastante e, portanto, veio o Cobra II e logo em seguida contagiada pela legião de americanos fanáticos pelo carro que "pediam" mais e mais, nasce em 1978, em plena crise mundial do petróleo o King Cobra, uma versão extremamente marcante que fundia a imagem do cavalo (símbolo do carro) a uma impressionante cobra pintada sobre o capô. Mas justamente pelo momento de escassez e altos preços do petróleo e, consequentemente da gasolina, esta versão foi aposentada.

1979 dá início ao que podemos chamar de geração comportada do Mustang, seja porque a partir daí começaram a surgir modelos mais econômicos e menos potentes, ou ainda porque por mais de dez anos, durante toda a década de 80 e além, a Ford produziu uma sucessão de modelos que traziam um desenho mais conservador e literalmente quadrado, com linhas mais retas e cantos vivos em abundância, como foram todos os carros da década. Estes foram talvez os anos responsáveis por fazerem o prestígio do carro cair, assim como suas vendas, culminando com a intenção da Ford de aposentá-lo, ao que prontamente uma legião de fãs se manifestou.

A fábrica atendeu ao apelo e, também por não querer interromper a brilhante história de um de seus maiores sucessos, reeditou algumas versões de sucesso, iniciou um processo de reestilização que trouxe em 1994 a geração que conhecemos até hoje.

Dono novamente de um design com identidade esportiva, a última geração do Mustang resgatou um pouco do estigma do carro, e junto com ele, reedições do Cobra e do Mach vieram, bem como novas versões especiais como o SVT Cobra R, o Bullit e o Saleen, porém jamais devolverá as marcas conquistadas em seus primeiros anos.

Atualmente há dois modelos que diferem entre si basicamente pelo motor. O primeiro vem equipado com um motor V6 de 3,8 litros que gera 193 cavalos de potência. O segundo é o Mustang GT, que vem equipada com o motor V8 de 4,6 litros de capacidade cúbica e que desenvolve 260 cavalos de potência. Ambos modelos são disponíveis também na versão conversível.

Além dos modelos de linha, também estão disponíveis duas versões especiais, ditas limitadas pela Ford, que foram desenvolvidas por uma divisão de veículos especiais da montadora chamada SVT (Special Vehicles Team). A primeira é a SVT Cobra, com potência de 320 cavalos e a segunda é a SVT Cobra R com 385 cavalos e torque de 53 kgfm e, que atinge os 275 km/h.

Sem dúvida o Mustang, não apenas pelas quase quatro décadas de história, mas também pelo que significou ao longo destes anos, tem sido considerado um dos maiores mitos da história do automóvel. Se hoje suas vendas já não são as mesmas de outrora, o carinho e o respeito que merecem ficam evidentes ao ser ainda o número um em vendas entre os conversíveis americanos, ter sido eleito o favorito entre todos os carros da história da indústria automotiva americana, no maior site do gênero nos EUA, o Kelley Blue Book e ainda ser eleito o quarto melhor carro americano pela Autoweek Magazine.