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Em 1989 a McLaren Cars Ltd. foi formada para desenhar e construir um carro de rua de alto desempenho. Em 1990 foi dado início ao programa de design e prototipação de carros especiais de corrida para uso em rua, com características e prioridades bem diferentes dos carros produzidos em série, como chassis e carroceria compostos plásticos avançados (polímeros); ser o primeiro “carro” com posição de dirigir central e mais dois bancos laterais do lado do motorista recuados para os passageiros; ser o primeiro a usar aerodinâmica de efeito-solo; ser o primeiro a utilizar controle ativo do centro de pressão aerodinâmico; e ser o primeiro a oferecer refrigeração dos freios eletronicamente.
A McLaren conseguiu todas essa características menos uma, a posição central dos bancos, que em 1992 o britânico Stoneleigh saiu na frente ao criar este conceito em um de seus carros. Mas não por isso McLaren teve menos prestígio, ao implantar todas estas características e mais um poderoso motor de 6.1 litros (6.064 cm) que rendia nada mais nada menos que 550 cv de potência a 7.000 rpm na primeira versão e logo em seguida um outro ainda mais potente, com 627 cv a 7500 rpm e torque de 66 mkgf na versão definitiva.
Com toda a agressividade do motor, era possível uma condução extremamente dócil em baixas rotações e extremamente rápida e violenta em altas rotações. Isto veio com a injeção eletrônica desenvolvida pela conhecida TAG Systems e o comando de válvulas continuamente variáveis. O motor é totalmente emissionado e pouco maior e mais pesado que um motor de F1 da época (1992). A caixa de mudanças de seis marchas foi reponsabilidade da Traction Products, dos Estados Unidos.
Adotaram-se ainda quatro conversores catalíticos e um silencioso de 65 litros que atuam como absorvedores de choque em caso de colisão na traseira. A relação peso/potência é a melhor conseguida em um carro de passeio fabricado até então: 1,82kg/cv! A estrutura desse supercarro foi totalmente concebida em compostos plásticos (denominada fibra Dyneema). A carroceria do coupê para três ocupantes (motorista ao centro e um passageiro de cada lado recuado), possui um cx de 0,34. As suspensões são independentes na dianteira e na traseira, compostas por braços triangulares superiores e inferiores. Rodas feitas de magnésio de tala 9 x 17 na dianteira e 11,5 x 17 na traseira com pneus Goodyear F1 235/45Z R17 na frente e 315/45Z R17 na traseira.
A direção é mecânica como em carros de corrida para não se perder a sensibilidade a altas velocidades. Os freios usados foram Brembo Kelsey-Hayes, com pinças e monobloco de alumínio, quatro pistões, agindo sobre discos ventilados, sem ABS, mas com um sistema “inteligente” (computadorizado) de refrigeração. Também conta com um sistema automático de equilíbrio por aerofólio, que “gruda” o carro ao chão em freadas violentas e impede a mudança do centro de pressão dinâmico do veículo.
No seu interior, o MacLaren F1 é um carro de luxo: ar condicionado, acabamento em couro Connolly - o mesmo fornecedor de couro usado em carros de alto luxo como Rolls-Royce e Ferrari. O sistema de som Kenwood com capacidade para 10 cd’s, estereofônico e feito de um material levíssimo. Os bancos têm apoios de braços estruturais e cintos de segurança de competição. A pedaleira é ajustável eletricamente de acordo com a estatura do “piloto”.
Depois de todas essas informações, chegou a hora de conferir os números de desempenho que são assustadores! De 0 a 100 km/h em apenas 3,8 segundos e sua velocidade máxima acima de 380 km/h!!!. Seu preço é para poucos, muito poucos mesmo! Algo em torno de US$ 1 milhão na época de seu lançamento!!!!
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