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Das pistas para a rua, o GT40 nasceu por determinação de Henry Ford II e da sua vontade de incluir a América na galeria dos grandes vencedores das provas de longa duração européias. Uma de suas metas era construir um carro para disputar a mais célebre e charmosa destas provas, a famosa corrida de Le Mans. Muitos diziam que a Ford quis adquirir a tecnologia da Ferrari e mesmo comprar a empresa, mas as negociações não foram adiante. Ganhar a corrida tornou-se uma questão de honra para Henry Ford já que as negociações com a Ferrari não deram certas.
Foi então contratado o já experiente Carroll Shelby para desenvolver o GT40, a frente de uma equipe que contou com Eric Broadley (Lola), John Wyer (Aston Martin), entre outros. Ele já havia passado pelas principais equipes da época como; Ferrari, Aston Martin e a Shelby Americana.
O trabalho começou, fazendo surgir em 64 o primeiro veículo da série que mais tarde iria se celebrizar pelo arrojo do projeto. Inicialmente as dificuldades foram muitas para se desenvolver um bólido não apenas suficientemente rápido para vencer Le Mans e as principais provas de longa duração nos EUA e Europa, mas que sobretudo conseguisse terminá-las. Os problemas iniciais vieram da estabilidade que foi corrigida, depois foi a vez do câmbio adotado, que não era suficientemente forte para suportar o imenso torque produzido pelo motor de 4.7 litros.
Outros problemas menores foram sendo solucionados para que só em 1966 a equipe da Ford chegasse a primeira vitória em Le Mans, nas mãos do piloto Bruce McLaren, pilotando a segunda geração do GT40, chamada de Mack II e que utilizava um motor ainda mais potente de 7 litros de capacidade cúbica. No ano seguinte outra vitória do GT40, mas dessa vez nas mãos dos pilotos A. J. Foyt e Dan Gurney, restando aos campeões do ano anterior o segundo lugar, o que também era bom, já que se tratavam de dois GTs no alto do pódio de Le Mans.
Em 1969, já não mais sob patrocínio oficial da Ford desde o ano anterior, mas com as cores e o logo da Gulf e com o grande piloto belga Jacky Ickx, outra grande vitória e talvez a mais memorável dentre todas as suas conquistas, devido a acirrada disputa com seu outro grande rival nas pistas - o Porsche 908. O GT cruzou a reta final apenas poucos segundos a frente do Porsche, após ter vencido outros carros da montadora alemã. Neste mesmo ano o GT40 se despediu das pistas, não havendo mais nada o que provar e tendo conquistado não apenas quatro troféus em quatro anos consecutivos em Le Mans, como também nas provas como Daytona e Sebring.
Diante deste passado curto, porém glorioso a Ford fez reviver o mito das pistas, apresentando no salão de Detroit deste ano a reedição do seu bólido, que parece ter saído direto das 24 horas de Le Mans, da década de 60, para o estande da marca Americana. Ele é a perfeita imagem do carro que venceu por quatro vezes a tradicional prova francesa, mas que por enquanto não passa de um carro conceito.
Mas se depender da Ford, o GT40 poderá ser produzido novamente em breve como seu inspirador, desta vez não apenas para circular nas pistas. O “novo” GT40 foi desenvolvido para atender os clientes que sempre sonharam em possuir uma máquina destas, mas nunca puderam pois não existia o modelo de rua.
A Ford se apoiou em três conceitos para desenvolver esta versão moderna do carro. O primero era de fazer com que o carro acelerasse o mais rápido possível, para tanto foi desenvolvido um V8 assim como no original, mas em alumínio, com 5.4 litros de capacidade cúbica, que gera nada mais nada menos que 500 cavalos de potência e atinge a velocidade máxima de 320 km/h.
O segundo quesito, era fazer com que o carro tivesse uma direção muito sensível e rápida nas manobras, como se fosse um Kart de corrida. E o terceiro fator ficaria por conta da elegância e da silhueta quase que intocável em relação ao modelo original, ainda que seja 15 centímetros mais longo que seu “antecessor” e que tenha ganhado materiais mais nobres e modernos tanto no acabamento interno como externo.
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Sua estabilidade é excepcional, graças ao inédito chassi e sistema de suspensão independente desenvolvida especialmente para ele. Seus instrumentos, bem como o painel foram inspirados nos do antigo de competição, sendo analógicos e de fácil leitura, mas com muitos detalhes em alumínio escovado. Por enquanto o modelo não possui sequer vidros elétricos, bem como acessórios comuns em alguns super esportivos atuais ou em carros de luxo e até mesmo a ausência de compartimentos de bagagem, já que a idéia é apenas acelerar ao lado de apenas um eventual passageiro. Como se trata de um modelo conceito, ainda faltam alguns itens de conforto para o "motorista" ou "piloto" que é termo mais apropriado para quem consegue conduzir esta fera aos seus limites. Agora é aguardar e esperar por mais essa lenda que vem renascida.
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