Pontiac Firebird (2ª parte)
As opções de modelos do Firebird permaneceram sem muitas alterações, até em 1977 quando novas mudanças estéticas foram feitas, tornando suas linhas cheias de curvas em mais retilíneas de acordo com a tendência mundial. Foi neste ano que os faróis redondos deram lugar ao conjunto duplo retangular. O motor seis cilindros em linha também foi aposentado e surgiu o primeiro V6 da linha. O motor V8 400, passou a ser de série apenas no Firebird Formula, que então era o top da linha.

Graças às restrições de consumo, que nesta época começaram os estudos para otimizar a relação consumo X desempenho. Assim mesmo diante de um panorama de economia e cada vez mais legislações ao controle de emissão de poluentes, em 1979 os motores mais "compactos" do Firebird começaram a ganhar mais potência novamente. Neste ano o maior motor da linha era um V8 301 (4.9 litros) de 150 cavalos. Paralelamente a isto o aspecto dirigibilidade e aproveitamento da potência começaram a ser aplicados no Firebird, que começou a ficar mais luxuoso e receber detalhes de conforto.

Com a "morte" dos grandes blocos e a volta gradativa dos motores potentes, a Pontiac resolveu adotar uma receita que vinha sendo usada por outra divisão GM nas categorias esportivas - a Buick. Além disso em 1979, a Ford lançara o Mustang comercialmente com o mesmo recurso, além dos europeus da Saab e Porsche. Assim em 1980, a pontiac lança o primeiro Firebird turbo, usando um bloco 301. O carro dispunha de 210 cavalos a 4000 rpm e 47.7 kgfm de torque. O ano seguinte marcaria o fim da segunda geração e o fim de uma era.

Muitos clubes e associações de fãs do Firebird nos EUA, nem mesmo costumam aceitar veículos posteriores a 1981 em seus quadros, justificando que os verdadeiros "Birds" - como eles o chamam - terminaram com a geração II. E na verdade, os números de vendas a partir da geração III, refletem bem o que significou a mudança no carro para o mercado. Do recorde de vendas atingido pelo modelo em 1979 (mais de 210.000 unidades), a década de 80 marcou a franca queda em desempenho na comercialização do modelo, com números abaixo dos 30.000 carros anuais.

Alguns atribuem o fraco desempenho mostrado pelo compartilhamento de muitos itens da plataforma do Corvette. De fato, a geração III não apenas utilizou diversos componentes mecânicos do Corvette - como motor - como em alguns aspectos estéticos tornou-se bem parecido. Foram anos mornos, tanto para o Firebird, quanto para a marca Pontiac que foi perdendo a imagem de fabricante de modelos de alto desempenho e passou a contar com modelos caracterizados pelo luxo em seu line up.

Hoje em sua quarta geração o Firebird, em nada mais lembra o carro que lhe deu origem, seja pelas linhas que apesar de modernas e curvílineas - como era característica dos primeiros Birds - já não tem o mesmo aspecto rebelde dos seus predecessores. No design do carro atual - da mesma forma que na geração III - podem-se encontrar muitos elementos do Chevrolet Corvette, o que na concepção dos puristas da marca é inadmissível.

Deixando de lado o apelo romântico de um proprietário ou aficcionado de um Bird geração I ou II, o Bird do século XXI, é um carro que apesar da ausência de muitos detalhes estéticos, ainda conta com o intrigante e de aspecto esportivo scoop sobre o capô, novamente com as aberturas voltadas para a frente do carro e que cumpre o mesmo papel apenas na versão Trans Am. Cinco são as versões em produção atualmente: Firebird Coupê e Conversível, Formula Coupê, Trans Am Coupê e Trans Am Conversível.

Em termos mecânicos, atualmente há duas opções de motor para equipar o Firebird. A primeira é um V6 de 3.8 litros, que rende 200 cavalos a 5200 rpm e 31,1 kgfm de torque a 4000 rpm. O segundo motor disponível, é o tradicional V8, porém com 5.7 litros e 310 cavalos a 5200 rpm. A versão Trans Am ainda conta como opção, o que a Pontiac chama de Ram Air, que nada mais é do que o scoop funcional, que nos outros modelos tem mais papel estético do que se produzir alterações no comportamento do motor. Com esta opção, o mesmo motor passa a gerar 325 cavalos e 48.4 kgfm de torque.

O motor ainda é dianteiro e o sistema de tração é traseiro sem controle eletrônico de tração, como é possível encontrar no Corvette, mas com a possibilidade de um diferencial de deslizamento limitado. Três são as opções de câmbio: 4 marchas automático e 5 ou 6 manual. Completam o pacote freios a disco ventilados nas quatro rodas com assistência ABS.

Em 2002, o Firebird completou 35 anos de produção e para comemorar o feito, a Pontiac disponibiliza uma versão especial baseada no Trans Am Coupê, onde basicamente foram adicionados ornamentos ao longo de todo o carro, alusivos ao aniversário do modelo, que vem unicamente na cor amarela. Mas é fato que, com ou sem edição especial, com ou sem motor V8, de primeira ou de última geração, o nome Pontiac Firebird escreveu um capítulo à parte na história dos mitos!

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