A importância da água que vai no seu motor!

Hoje em dia é comum todos os motoristas completaram com o água o sistema de arrefecimento, o que de certa forma é errado. A maioria dos cabeçotes dos carros são feitos de alumínio e isto acelera a corrosão interna dos dutos por onde circula a água. A médio prazo as galerias ficam com um grau de corrosão muito elevado, que pode acarretar diversos problemas, desde a circulação de água ao entupimento de dutos e com consequente aumento de temperatura, até a queima da junta do cabeçote.

Em alguns casos mais graves, a água pode invadir o cilindros, causando desde falhas no motor a calço hidráulico (empenamento da biela).

Ocasionalmente, como em uma emergência (rompimento de mangueiras, furo no radiador, etc), completar a água é a forma mais rápida, viável e admissível. Este procedimento deve ser utilizado somente até que o repara possa ser feito e, então, deve-se proceder o esvaziamento de toda a água e limpeza de todo o sistema, para em seguida colocar-se aditivo na seguinte proporção:
40% de aditivo à base de Etileno-Glicol e 60% de água destilada, pois a água encanada contém cloro que é altamante corrosivo e prejudicial.

Mas alguns cuidados devem ser tomados, pois no mercado há diversos tipos de aditivos, muitos "falsificados" (por incrível que pareça, alguns são apenas água e corante!). Exitem dois tipos de aditivo - Etileno-Glicol e Propileno-Glicol - que não podem ser misturados, pois uma mistura entre estes aditivos de fórmulas e propriedades diferentes, causa reações nocivas a todo o sistema de arrefecimento.

Em um prazo em que o sistema não requeira manutenção e dentro de condições normais de uso, é bom substituir toda a solução anualmente. Já existem hoje aditivos que "avisam" a hora de se trocar, através da mudança de cor.