Chevrolet Opala
O Salão do Automóvel de 1968 foi a vitrine escolhida para lançar o projeto então chamado de 676. O Chevrolet Opala, veículo inovador para a época, representava o início da produção de automóveis pela General Motors do Brasil. A origem de seu nome deve-se ao fato de sua carroceria ter sido inspirada no Opel Rekord alemão e usar a mecânica baseada no Impala americano. Inicialmente fabricado na versão de duas portas e com um desing inédito para a época, ele chegou fazendo muito sucesso no mercado nacional, fruto de dois anos de desenvolvimento e cerca de 500 mil quilômetros rodados em testes, a fim de produzir um veículo que criou uma fama que permanece até os dias atuais.

Seus concorrentes no mercado nacional na ocasião, o Aero Willys e o Itamaraty não foram páreo para ele, em função do design e mecânica já serem ultrapassados frente ao então recém lançado Opala. Nem mesmo outro projeto mais recente, o Maverick da concorrente Ford, foi capaz de apagar o brilho e o sucesso conseguidos pelo carro da GM. Dono de uma excelente motorização e um amplo espaço interno, o carro foi ganhando admiradores por todos os cantos do país. Seu grande trunfo era uma mecânica robusta e confiável que já na ocasião dispunha de duas opções diferentes de motorização, a 4 cilindros com 2.5 litros e a 6 cilindros e 3.8 litros de capacidade volumétrica.

Na onda de excelente aceitação pelo mercado, em 1971 surgiu o cupê, equipado com motor de seis cilindros, 4.1 litros e 140 cavalos, sendo a versão de motor mais procurada e fabricada durante sua produção. É claro que este motor teve algumas mudanças mecânicas ao longo de sua produção, mas basicamente manteve-se o mesmo motor até 1990.

Em 1975, a linha Opala ganhou mais um integrante, a perua Caravan, que trazia um enorme porta-malas, constituindo a melhor e mais indicada opção para grandes famílias. No ano seguinte, surgia o motor que tornou-se um verdadeiro“mito” entre os admiradores de carros fortes, o grande 250-S de 171 cavalos, fazendo do Opala um dos carros mais rápidos e velozes já fábricados no mercado nacional. Durante muito tempo esse motor foi o preferido por “raladores” e preparadores. E na Stock-cars reinou sozinho durante vários anos, só saindo de cena no final de 1999 com a chegada dos motores V8 nos Vectras.

No começo dos anos 80, a família Opala teve mudanças no desing, a frente recebeu novos faróis e grade, e a tampa do porta-malas foi modificada para receber as novas lanternas. No interior o carro teve uma radical mudança no painel e nos bancos, deixando o carro ainda mais aconchegante e competitivo, sendo a principal escolha entre os que buscavam um carro de luxo nacional. Ganhou também novas versões, e mais luxo para atender seu público sempre muito exigente.

A versão mais famosa e desejada até seu último carro fabricado foi a “Diplomata”. Era a versão mais luxuosa e também a versão com o maior número de itens de série como; direção hidráulica, ar-condicionado, trio elétrico, porta-malas elétrico, direção escamoteável, saída de ar-condicionado para os ocupantes do banco traseiro. Foi também a versão mais cara da linha, assim como durante muito tempo foi o carro mais caro do Brasil.

Em 1988 teve mais uma mudança estética deixando o carro com aspecto mais moderno e trazendo mudanças na parte mecânica e alterações na suspensão, para deixar o carro mais estável em altas velocidades e em curvas. Ganhou neste ano um inédito câmbio automático de 4 velocidades, que trouxe mais conforto e comodidade ao seu público fiel. A motorização ao longo de seus anos foi recebendo avanços tecnológicos para atender as normas de poluição da época, e com isso seu desempenho não foi mais o mesmo. Em 1991 foi o ano em que o Opala atingiu a maioridade, teve mudanças significativas na parte mecânica e estética. Ganhou um retrovisor digno de seu tamanho e foi retirado seu quebra-vento dando a noção visual que sua porta ficou maior.

A versão 6cc foi a que mais teve mudanças. Seu sistema de freio foi totalmente revisto e na traseira no lugar do freio a tambor entrou freio a disco. No último ano de sua produção o câmbio de 4 marchas da versão 6cc que o acompanhou durante toda a sua produção, foi aposentado e no lugar entrou um câmbio de 5 marchas, deixando o carro ainda mais gostoso de dirigir. Novas rodas de 15 polegadas com pneus de perfil baixo entraram no lugar das de 14 polegadas, deixando o carro mais estável e dando um visual mais agressivo.

O Chevrolet Opala foi fabricado assim até sua saída em 1992 do mercado, deixando vários admiradores. Hoje é um dos carros com o maior número de fãs clubes no Brasil o que leva a crer, que sem dúvida foi um de nossos melhores carros já feito em território nacional e um dos poucos que deixaram saudades.

Alexandre Grecco

Ficha Técnica

Motor:






DiâmetroXcurso:
Cilindrada:
Tx. Compressão:
Potência:
Pot. Específica:
Torque:
Aceleração:
Vel. Máxima:

Câmbio:















Suspensão:









Freios:




Direção:



Rodas:
Pneus:

Comprimento:
Largura:
Altura:
Entre-eixos:
Opala Diplomata Gasolina

4.1 litros, dianteiro, longitudianl, 6 cilindros em linha, 2 válvulas por cilindro no cabeçote, tuchos hidráulicos e comando único lateral acionado por engrenagens, carburador de corpo duplo com segundo estágio à vácuo, gasolina.
98,4 X 89,7 mm
4093 cm³
8,0 : 1
121 cv @ 3800 rpm
29,5 cv/l
28,7 kgfm a 2000 rpm
(0 - 100 km/h) 13,1 s (aut.)
165 km/h (aut.)

Automático de 4 velocidades
1ª - 2,48:1
2ª - 1,48:1
3ª - 1,00:1
4ª - 0,73:1
Ré - 2,09:1
Diferencial - 3,08:1
Mecânico, 5 marchas "overdrive" 1ª - 3,40:1
2ª - 2,16:1
3ª - 1,38:1
4ª - 1,00:1
5ª - 0,84:1
Ré - 3,81:1
Diferencial - 3,08:1

Dianteira: Independente, com molas helicoidais, bracos de controle superior e inferior, barra estabilizadora e amortecedores pressurizados.
Traseira: Molas helicoidais e molas auxiliares (microcelular), braços longitudinais, estabilizador lateral e amortecedores pressurizados.

Duplo circuito hidráulico com auxiliar á vácuo, a disco (ventilado na dianteira) e disco na traseira, com válvula equalizadora de frenagem.

Hidráulica eletrônica modulada (progressiva 'Servotronic'), de esferas recirculantes.

6J x 15 , em alumínio
195x65 R15 - 91H

4791 mm
1726 mm
1384 mm
2267 mm
Opala Diplomata Álcool

4.1 litros, dianteiro, longitudianl, 6 cilindros em linha, 2 válvulas por cilindro no cabeçote, tuchos hidráulicos e comando único lateral acionado por engrenagens, carburador de corpo duplo com segundo estágio à vácuo, álcool.
98,4 X 89,7 mm
4093 cm³
8,0 : 1
138 cv @ 3800 rpm
33,7 cv/l
30,9 kgfm a 2000 rpm
N/D
N/D

Automático de 4 velocidades
1ª - 2,48:1
2ª - 1,48:1
3ª - 1,00:1
4ª - 0,73:1
Ré - 2,09:1
Diferencial - 3,08:1
Mecânico, 5 marchas "overdrive" 1ª - 3,40:1
2ª - 2,16:1
3ª - 1,38:1
4ª - 1,00:1
5ª - 0,84:1
Ré - 3,81:1
Diferencial - 3,08:1

Dianteira: Independente, com molas helicoidais, bracos de controle superior e inferior, barra estabilizadora e amortecedores pressurizados.
Traseira: Molas helicoidais e molas auxiliares (microcelular), braços longitudinais, estabilizador lateral e amortecedores pressurizados.

Duplo circuito hidráulico com auxiliar á vácuo, a disco (ventilado na dianteira) e disco na traseira, com válvula equalizadora de frenagem.

Hidráulica eletrônica modulada (progressiva 'Servotronic'), de esferas recirculantes.

6J x 15 , em alumínio
195x65 R15 - 91H

4791 mm
1726 mm
1384 mm
2267 mm