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Paris Motor Show
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O Mondial de L'Automobile, é marcado pelo pioneirismo de ter sido o primeiro salão de automóveis do mundo, em 1898. Alternando-se ano a ano com o de Frankfurt, na Alemanha, o salão francês é consagrado como um dos mais importantes eventos do setor automobilístico europeu e mundial e que juntamente com os salões de Genebra, Detroit, Tóquio e Frankfurt, constituem os cinco mais importantes do cenário mundial. A 75ª edição, ocorre entre 28 de setembro a 13 de outubro, com destaques das maiores e mais tradicionais montadoras.
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Alfa Romeo 147 GTA - Com o mesmo intuito que teve com o 156 GTA, a marca de Arese, apresenta oficialmente nesta edição do Salão de Paris, uma versão anabolizada do compacto 147. Para equipar a versão GTA, um poderoso motor V6 de 3.2 litros e 24 válvulas, que gera 250 cavalos de potência a 6200 rpm e 30.6 kgfm de torque a 4800 rpm. O escalonamento da velocidade é feito por meio de um câmbio manual de 6 velocidades, conferindo a aceleração aos 100 km/h em 6.3 segundos e 246 km/h de máxima.
Esteticamente pouca coisa muda em relação ao modelo convencional, exceto por novos pará-choques mais robustos à frente e atrás, sendo que no dianteiro as tomadas de ar são mais amplas e os piscas foram reposicionados mais em baixo. No traseiro também há aberturas para o controle do fluxo de ar. Um aerofólio traseiro agora está posicionado logo acima do vidro.
A suspensão do modelo foi recalibrada e ganhou nova geometria para uma condução mais esportiva, sendo Double Wishbone à frente e MacPherson atrás. Controle eletrônico de tração (ASR - Anti Slip Regulation) e controle de estabilidade (VDC - Vehicle Dynamic Control) ajudam a manter o controle do carro em diversas condições de pilotagem. Completam o pacote mecânico Freios a disco ventilados nas quatro rodas, com pinças Brembo e assistência ABS e EBD.
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Audi A8 - Após um longo período sem mudanças significativas, surge um novo A8. Ao contrário do rival BMW Série 7, que aposta em linhas ousadas e controvertidas, o top de linha da Audi, mantém a identidade típica da marca com linhas tradicionais e conservadoras, sem no entanto parecer antiquado. Como já havia acontecido com os modelos Audi da série A4 e A6, predominou a manutenção de padrões de identificação e de semelhanças estéticas dentro da marca.
O A8 cresceu em termos de dimensões, tendo agora no comprimento em relação ao modelo anterior 17 mm a mais (5051 mm), 14 mm em largura (1894 mm), 4 mm em altura (1444 mm) e 62 mm no entre eixos (2944 mm). O coeficiente aerodinâmico que na versão anterior (0,30) já era um dos melhores na categoria, agora é digno dos melhores esportivos e figura em 0,27.
Diversos são os recursos tecnológicos que equipam o A8, entre eles destaque para o AFS, (Advanced Front-lighting System) que nada mais é do que um sistema avançado de iluminação frontal, onde através de variação do facho de luz de acordo com a velocidade e o movimento do volante, os faróis ganham a capacidade de iluminar em curvas; freio de estacionamento automático, com acionamento eletromecânico; controlador de velocidade com radar, que detecta veículos à frente e reajusta a velocidade; monitor de pressão dos pneus; bolsas infláveis frontais de duplo estágio; encostos de cabeça dianteiros ativos, que se movem em colisões para maior proteção; e sistema de destravamento e partida sem chave.
O Audi A8 também ganhou novos motores V8 a gasolina de 3.7 e 4.2 litros, com 280 e 335 cavalos respectivamente, fazendo o carro acelerar de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos no caso do motor "menor" e em 6,3 segundos com o motor mais potente. Em ambos o consumo foi reduzido e a velocidade máxima permanece limitada eletronicamente em 250 km/h. A tração integral Quattro e transmissão manual-automática Tiptronic são itens de série, sendo que o câmbio agora é de 6 velocidades.
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BMW Z4 - O Z4 será o primeiro produto da montadora a incorporar o novo padrão de design inaugurado nos carros conceito X-Coupe e CS1. Assim como o Z3, seu substituto dispõe de todos os elementos visuais dignos de um roadster, como um longo capô curvo, grande medida entre-eixos que fazem suas rodas se posicionarem nas extremidades do veículo, assentos posicionados bem próximos ao chão e deslocados para trás no cockpit, quase sobre o eixo traseiro, a linha da cintura bem baixa e sobretudo muito estilo, tudo contribuindo para uma ótima impressão esportiva. Até mesmo o porta-malas, que cresceu neste modelo para 260 litros, oferece espaço apenas para duas bolsas de tacos de golf - medida de comparação usada pela montadora para destacar sua linhagem.
Ao contrário do modelo anterior que dispunha de uma versão com motor 4 cilindros, no Z4 apenas dois motores de 6 cilindros de 2.5 e 3.0 litros, responsáveis por 192 e 231 cavalos respectivamente. Com o motor de menor potência, o carro alcançará 235 km/h de velocidade máxima e 250 km/h para a versão mais potente. O câmbio será o mesmo do Z3, para o 2.5 litros e um novo seis marchas manual equipará o 3.0 litros. Um câmbio sequencial de seis velocidades (SSG) Getrag com possibilidade de acionamento através de borboletas no volante, será oferecido como opcional em ambas versões.
Com intuito de privilegiar tanto dirigibilidade, quanto conforto e desempenho, o Z4 recebeu nova suspensão traseira dos BMW série 3, distribuição de peso perfeita em 50:50, novo dimensionamento no sistema de freios, pneus mais largos e baixos e DSC (Dynamic Stability Control) de terceira geração, como itens de série. A novidade mecânica fica por conta do DDC (Dynamic Drive Control) que pode ser acionado por um botão no console e que dará respostas mais rápidas ao acionamento do pedal do acelerador e mudança no peso do volante para melhor sensibilidade.
Além dos já conhecidos acessórios do Z3, um novo sistema de navegação por satélite retrátil no painel, sistema de telefonia veicular e novo sistema de som hi-fi. Também como o Z3, ele será produzido na fábrica da Carolina do Sul e fará sua estréia no mercado americano no próximo outono. No mercado europeu, estará disponível para vendas na primavera européia de 2003. Aqui no Brasil ainda não se tem previsão de quando chegará e de quanto será a "facada" necessária para para desfrutá-lo...
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Bentley Continental GT Coupe - O mais novo produto da Bentley vem ao mercado como o mais recente fruto da compra da marca britânica pela Volkswagen AG, sendo o primeiro modelo que não será baseado na plataforma do Rolls Royce Silver Shadow (1960). O Continental GT, é também o primeiro modelo nascido sob a batuta do novo diretor de design, Dirk van Braeckel vindo da Skoda, também de propreidade da VW.
Segundo a empresa, o Bentley GT deverá ser tanto o mais rápido e esportivo carro da marca, quanto o coupê de quatro lugares mais rápido do mundo e para isto ele vem equipado um motor W12 de 6,0 litros, dois turbocompressores, produzindo mais de 500 cavalos de potência. Este motor é oriundo do VW Phaeton e foi retrabalhado pelos engenheiros da Bentley, para produzir quase integralmente o torque já a partir de 2000 rpm. Como resultado, espera-se que o GT deva atingir cerca de 290 km/h de velocidade máxima e fazer de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos.
O misto de coupê de luxo e esportivo, será equipado com câmbio automático Tiptronic de seis marchas, com acionamento automático ou manual através de comandos no volante ou alavanca no console central, vindos da Audi, assim como a tração nas quatro rodas para transmitir ao solo a potência do poderoso motor W12. Para calçar adequadamente o carro e dar a aderência necessária, grandes e largas rodas de 19 polegadas. Também no intuito de melhorar a condução em altas velocidades, o carro conta com um spoiler traseiro de inclinação variável, que tem levantamento automático de acordo com a velocidade. Completam a lista de features, controle eletrônico de estabilidade e freios com assitência ABS e assistência adicional (BAS) e distribuição eletrônica de pressão entre os eixos (EBD).
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Peugeot Sésame - Este pequeno conceito apresentado pela Peugeot poderá dependendo da aceitação do público, representar um novo nicho de mercado para a montadora. O Sésame, é fruto da chamada "Plataforma Um", que deverá aposentar o atual Peugeot 106 e criar uma nova categoria e linha de modelos e assim o Sésaqme poderá ser tanto o veículo com a missão de substituir o 106 ou ainda uma derivação da linha que terá este papel.
O Sésame é bastante pequeno em comprimento, medindo apenas 3700 mm e com 1630 mm de altura, representando 100 mm a mais que o Citröen C3 e Honda Jazz, possíveis concorrentes na categoria. Com o deslocamento das colunas dianteiras bem à frente do carro, sobre o eixo dianteiro e devido à sua altura, o pequeno veículo tem como características principais, tanto um excelente espaço interno (contra o externo), como excelente visibilidade.
Esteticamente o carro adota o mesmo conceito presente nos atuais modelos da montadora, com destaque para algumas soluções funcionais interessantes, como as grandes portas que representam quase um terço do tamanho do veículo e que são basculantes, oferecendo ótimas condições de acesso a qualquer um dos quatro assentos. O trilho sobre o qual a porta corre, é integrado a lateral e divide exatamente a linha das lanternas e do vidro traseiro. A opção standard para motorização fica por conta do mesmo 1.6 16V de 110 cavalos, que já equipa outros modelos da marca.
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Peugeot 307 CC - Seguindo os passos vitoriosos do 206 CC, a Peugeot trouxe ao salão o mesmo conceito aplicado a linha anterior, só que desta vez no 307. O resultado preliminar parece ter agradado mais ainda do que o 206 CC, tanto que já se fala em produzi-lo a partir de 2003.
Uma das prováveis razões do sucesso, deve-se ao fato de que ao contrário do 206CC, a versão cabriolet do 307 sofreu maiores alterações estéticas, produzindo um veículo mais equilibrado em formas, parecendo mesmo um outro carro inteiramente novo. Mesmo a frente do carro, que parece a parte menos alterada, recebeu um conjunto ótico mais longo e angulado, saias do pará-choque mais amplas, com abertura inferior maior e com uma haste cromada unindo os milhas.
Do eixo dianteiro para trás, tudo é novo, a começar pelo pará-brisas que agora é mais inclinado, curvo e mais longo, estendendo-se quase até a cabeça dos ocupantes da frente. A capota rígida de acionamento elétrico, como no 206CC, tem perfil arredondado e acomoda um vidro traseiro que da mesma forma que o dianteiro é bastante curvo e extenso, deixando pouca área não envidraçada no teto.
A linha da cintura vai se elevando até a traseira do carro, dando um aspecto robusto à traseira e tem papel funcional, conferindo maior espaço ao teto quando retraído e para a bagagem. Aliás a fim de proporcionar mais espaço traseiro, o 307CC ficou 12 cm maior, tamanho ganho na traseira exclusivamente. Em relação ao modelo convencional, cabriolet está mais baixo devido ao rebaixamento do teto em 7 cm. A motorização que equipa o modelo do salão é um 2.0 litros de 16 válvulas e 177 cavalos de potência, mas outras opções de motores deverão estar disponíveis com a comercialização do veículo.
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Porsche Cayene e VW Touareg - Como já havíamos antecipado na seção Novidades / Notícias, a parceria entre a Porsche e a Volkswagen produziu estes dois SUV's que apesar de parecerem diferentes, com uma olhada mais atenta e detalhada, podem-se encontrar elementos idênticos em ambos, como portas, janelas e teto. Outros elementos compartilhados ficam por conta de detalhes estruturais e mecânicos, o que exige uma avaliação mais profunda.
Estreantes neste segmento promissor, tanto um como o outro fabricante, empregou em seus carros alguns "detalhes" de diferenciação que caracterizaram e evidenciaram padrões próprios como os faróis do Passat no caso do Touareg e uma versão reestilizada do conjunto ótico dianteiro do 911, no caso do Cayene. Pará-choques e tomadas de ar, lanternas, grades e capôs também foram personalizados por cada marca, assim como o acabamento interno e painéis.
Mas a diferenciação entre os dois modelos não acaba por aí e, é ao se levantar o capô que outro aspecto importante distingue um do outro. No caso da versão da Volkswagen, encontra-se no modelo top de linha um motor W12 (o mesmo do Phaeton) de 6.0 liros e 420 cavalos de potência. O VR6 de 220 cavalos e um V10 bi-turbo diesel de 310 cavalos, devem ser as outras opções ao modelo da VW. Já o Cayene conta com um V8 aspirado de 340 cavalos e um bi-turbo de 450. Sem dúvida uma boa escolha, qualquer que seja ela.
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Saab 9-3 - A Saab trouxe ao Salão Paris, o novo Saab 9-3 sedã que, segundo a própria montadora, vem para consagrar a expressão "diversão ao dirigir". Com um design esportivo, mais parecido até com um coupê, o modelo tem a missão de inaugurar uma nova era na montadora sueca, que deverá gradativamente lançar variações da linha, como o 9-3 Cabriolet, a Station Wagon, a versão Hatchback de 3 e 5 portas e ainda um Sport Coupe.
Como divisão da GM, à Saab tem sido dada entre outras, a tarefa do desenvolvimento e refinamento dos propulsores turbo, devido à sua tradição na área e como tal, o 9-3 vem equipado com um motor 2.0 litros turbo, que pode vir em três configurações diferentes, produzindo de 150 a 210 cavalos de potência e ainda uma versão turbo diesel de 125 cavalos. Em termos de transmissão, também existem opções, podendo ser equipado com câmbio manual de 5 ou 6 marchas, ou automático de 5 velocidades.
Em termos de equipamentos e acessórios, praticamente tudo o que existe em termos de opcionais em veículos da categoria, estão presentes no Saab 9-3. Navegação por satélite com comando vocal, assistência de estacionamento, sistema de climatização automático, sistema de integração de telefonia móvel e handhelds ou laptops, entre outros.
Na versão com motorização mais fraca, as rodas são 16 polegadas e 17 para a quipada com motor de 210 cavalos, além de receber uma recalibragem na suspensão e ser mais baixa em relação ao solo. Além disso, o projeto do novo Saab 9-3 foi construído sobre a plataforma "Y" que, para quem não sabe, é a mesma utilizada no novo Vectra, que já circula pelas ruas da Europa. Pena saber que desta plataforma, devamos receber apenas a versão da Opel!
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Jaguar XJ - Um clássico britânico, o Jaguar XJ tem enfim sua nova geração apresentada no Salão de Paris. Um dos pontos altos do carro, é a estrutura e a carroceria feitas quase totalmente em alumínio, o que reduz seu peso em 40% em relação às costumeiras chapas de aço. Outro benefício da adoção do material, é a rigidez estrutural, que aumentou em 60%. O Magnésio, que consegue ser ainda mais leve e tem resistência mecânica semelhante, foi usado na estrutura transversal que sustenta o painel e a base dos bancos. Para mostrar o feito, a Jaguar trouxe ao salão um modelo sem pintura, porém polido, mostrando a carroceria moldada no metal.
O design, ao contrário do que poderia ser, mantém as tendências lançadas pelo X-Type e enfatiza a tradicional concepção da marca no estilo dos seus veículos, criando inclusive forte identidade com os primeiros XJ de 1968. É verdade que o estilo é elegante e tem adeptos, porém mesmo fabricantes mais conservadores tem adotado estilos mais modernos.
Mas nem todo tradicionalismo ou conservadorismo necessariamente é ruim e como não poderia ser diferente em um Jaguar, o ponto alto fica por conta da sofisticação. Os bancos dianteiros são ajustáveis em 16 posições diferentes, com apoio lombar regulável em quatro direções, ajustes elétricos dos bancos traseiros, pedaleira regulável, diversos sistemas acionados por voz (áudio, navegação, climatização e telefone), monitores de vídeo em cristal líquido nos encostos dianteiros (três fontes de áudio, vídeo ou jogos eletrônicos podem ser acionadas em simultâneo no veículo) e quatro áreas de climatização independente no interior do veículo.
São quatro as opções de motores disponíveis para empurrar o luxuoso modelo, começando com o V8 de 4,2 litros, que pode vir equipado com um compressor mecânico, produzindo 405 cavalos ou aspirado, rendendo 304 cavalos. Uma opção mais fraca, vem de um V6 de 3,0 litros e 243 cavalos, já usado nos sedãs X-Type e S-Type e com quarta opção, um inédito V8 de 3,5 litros e 265 cavalos. Em termos de transmissão, não há opção de manual e todos virão com transmissão automática ZF de seis marchas.
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(Aguarde! Em breve a 2ª parte...)
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