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Geneva Motor Show - 2002
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Em Genebra 2002, iniciado em 7 de março e com encerramento no dia 17 do mesmo mês, o espetáculo criado e mantido pelas montadoras ao redor do mundo ganha um charme particular. Não se trata de um salão tão tradicional ou importante como Frankfurt ou Detroit na apresentação de grandes novidades, mas praticamente com o mesmo tamanho de ambos, consiste no primeiro evento de âmbito mundial a ocorrer na Europa a cada ano, daí um dos motivos de sua importância.
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Além do charme oriundo da localidade em que se realiza, o Geneva Motor Show, realizado em um país que tem por tradição neutralidade política e ausência de fabricantes nacionais de automóveis, mantém uma linha mais relaxada no que concerne a lançamentos de plataformas que disputem segmentos competitivos de veículos, como em Detroit, Paris, Frankfurt ou Tóquio, sem no entanto isto ser regra absoluta.
A cada ano que o evento ocorre, uma marca tem se enfatizado - a da apresentação de carros conceito. Vale notar que é justamente através destes conceitos, que os designers alargam as fronteiras da imaginação, criando produtos que vão além do convencional, bem como as possibilidades para um novo produto, impõem e testam tendência e especulam a aceitação destes novos modelos.
Dentro destas características, Genebra tem sido um bom laboratório para verificar se as escolhas e desenvolvimentos de novos features se adequa de forma funcional e pratica, bem como se os novos padrões estéticos agradam em termos de formas e proporções.
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ALFA ROMEO BRERA (ITAL DESIGN)
O Brera é nova proposta em conceitos esportivos desenvolvidos pela marca italiana. Se o carro tornar-se realidade e vier a fazer parte da linha de produção da montadora as promessas são animadoras, seja pela aceitação que o carro vem tendo na mostra, seja pelos predicados que apresenta.
A começar pelo design assinado pelo estúdio Ital Design - sob responsabilidade de Giorgetto Giugiaro - que consegue ser moderno e inovador sem no entanto perder as características de desenho presentes nos Alfas modernos e que os identificam (como o Alfa Spider e o 156). A caracterização deste esportivo é em cima de um coupé 2+2, sendo os assentos traseiros diminutos e mais apropriados ao transporte eventual de duas crianças, já que certamente não foi concebido ao uso familiar.
Mas não são apenas pelas linhas agressivas e esportivas que o Brera fica caracterizado, mas também pelo mecânica. A Fiat, a quem coube a responsabilidade de motorizar o carro, resolveu por adotar nele o motor V8 e câmbio de 6 velocidades da Ferrari 360 Modena. Porém, ao contrário dos esportivos com os quais poderá competir, um aspecto sem dúvida é pouco comum em carros desta categoria - o motor é dianteiro.
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BMW CS1
Para quem é fã da marca alemã, mas prefere os compactos ao invés das longas carrocerias da série 7, a BMW trouxe a Genebra o que deverá ser sua nova tendência no segmento de compactos - o CS1, que seria uma já aludida Série 1.
Externamente as características próprias de qualquer BMW - como o conjunto ótico dianteiro de faróis duplos cobertos com uma máscara - está presente, todavia com novos contornos, assim como toda a carroceria que consegue conciliar de forma muito harmoniosa curvas e vincos, o que tem constituído uma tendência muito forte atualmente o design de muitas montadoras. O charme é completo, devido ao fato do modelo apresentado ser um Cabriolet.
Mas o conservadorismo estilístico da marca sofre maior impacto mesmo é quando se observa seu interior, que não apenas assusta pela adoção de materiais como neoprene e alumínio em diversas partes do painel e dos revestimentos, mas também pelas formas e cores pouquíssimo convencionais e que estão mais apropriadas aos imaginativos conceitos japoneses. Não se sabe ainda se caso o modelo venha a entrar em série, mantenha padrão tão audacioso.
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VOLKSWAGEN PHAETON
A partir de Genebra a Volkswagen - célebre pelos pequenos e compactos - pretende inaugurar um novo marco. Até então seu maior e mais luxuoso carro vinha sendo o Passat, mas o que a deixava ainda fora da briga em mercados hoje disputados pelos Mercedes Classe S e BMW Série 7. A história deverá mudar já a partir do segundo semestre deste ano com a chegada a Europa do VW Phaeton.
Por fora as formas e proporções deixam claro que se trata de um Volkswagen com fortes características do Passat e até mesmo dos seus irmãos da Audi. Em seus mais de 5 metros de comprimento, estão presentes traços modernos de linhas sem no entanto ousadia ou inovação exagerada, agradando assim uma faixa mais ampla de consumidores que não aceitam ainda contornos demasiadamente futuristas.
Internamente a confirmação da categoria em que o carro irá competir fica evidenciada pela aplicação de Nórdica em detalhes do painel, assim como couro nos assentos e demais revestimentos internos. No console central uma tela de cristal líquido com visualização das principais funcões do carro, internet entre outros. Um sistema de ar condicionado chamado de Climatronic permite variações térmicas para cada ocupante do véiculo.
No seu lançamento, duas versões inicias de motorização devem equipar o carro. A mais "fraca" deverá ser um motor V6 capaz de fornecer cerca de 240 cavalos de potência. Na versão mais robusta, poderá se ter um W12 de 6 litros, 420 cavalos e 56 kgfm de torque. Em seguida cogita-se a disponibilização do mais recente V10 TDi, que segundo a montadora deverá ser o motor diesel mais potente do mundo, gerando mais de 310 cavalos de potência.
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RENAULT ESPACE
O primeiro Espace foi lançado em 1983, sendo o primeiro veículo europeu da chamada categoria MPV (Multi Porpose Vehicle). Com produção e vendas iniciais sobre um pequena base que cresceu em função da aceitação do carro, nasceram e cresceram também seus concorrentes, porém o mercado sempre a viu como pioneira na categoria.
O salão deste ano serviu a Renault como palco da exibição do conceito que deverá dar lugar a geração sucessora da Espace, que mantém o amplo espaço interno para sete ocupantes como característica marcante do veículo. Apesar de receber certas características de desenho mais modernas da linha Vel Satis, a nova Espace permanece dentro de padrões mais convencionais e próximos do carro que lhe deu origem.
Apesar da identidade que mantém com o modelo anterior, a Renault faz questão de salientar que trata-se de um veículo inteiramente novo, que impresta apenas o nome e algumas características do seu antecessor. Nova estrutura mais moderna e resistente, utilizando materiais mais nobres e modernos e adequados aos novos padrões de segurança, mais conforto, espaços interno otimizado e mais luxo também são pontos marcantes na arquitetura do novo carro.
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PEUGEOT 807
Muito pouco conhecida no mercado nacional, a van Peugeot 806 fez muito sucesso no mercado europeu, tanto pelas linhas modernas e harmoniosas que a fizeram uma das vans mais bonitas, como pela mecânica excelente de que dispunha, fruto da parceria entre o grupo PSA (Peugeot e Citröen) com a Fiat Auto.
Oito anos após o seu lançamento no mesmo Geneva Motor Show, mais uma vez a parceria resolve relançar o veículo, desta vez sob o novo padrão de estilo da Peugeot - que engloba o 107, 206, 307, 406 e 607. A van Peugeot 807, como sua antecessora recebe sob a carroceria a mesma mecânica de outros dois lançamentos de seus parceiros, o Citröen C8 e o Fiat Ulysse, ambos como a 807, assumindo os padrões de estilo inaugurados pelo Citrõen C3 e Fiat Stilo, respectivamente.
Em relação ao tamanho, a 807 cresceu 30 cm para se adequar ao tamanho do seu principal concorrente, a Renault Espace. Em termos de motorização receberá 3 versões a gasolina, 4 cilindros em linha, 2.0 e 2.2 litros e uma V6, de 138, 156 e 201 cavalos respectivamente. As motorizações diesel deverão ser duas HDi de 110 e 130 cavalos.
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FERRARI 575M MARANELO
Mais um novo Ferrari?! Não, é a resposta a sua pergunta. Na verdade já a partir do nome deste novo modelo do fabricante italiano de esportivos, a montadora explica do que se trata: Ferrari 550 Modificada e daí o porquê da letra M inclusa logo após o 575.
A explicação do 575 vem do volume deslocado pelo motor V12 que equipa o carro. No modelo anterior eram 5500 cc, enquanto que no motor atual são 5750 cc. Mas não foi apenas o volume que aumentou e com ele alguns cavalos e kilos a mais na potência e no torque, respectivamente. A potência subiu de já excelentes 485 cavalos para 515 e o torque foi aumentado em cerca de 2 kgfm, chegando aos 60.1 kgfm. Tudo isto para ganhar dois décimos na aceleração de 0 a 100 km/h, que agora é de 4,2 segundos e alcançar a máxima de 325 km/h. Além do motor mais "bravo" o carro, assim como os F1, ganhou mudança de marchas com acionamento no volante.
Esteticamente pouca coisa mudou além do novo logo do nome, como as tomadas de ar frontal mais amplas, a fim de garantir melhor "respiração" ao conjunto, um conjunto ótico mais moderno e redesenhado. O interior também ganhou mudanças a fim de conferir um aspecto mais esportivo e funcional do que no modelo anterior.
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