TVR Griffith
A pequena porém tradicionalíssima empresa britânica TVR, após um período inicial de pleno sucesso e crescimento, que culminou na década de 80, com modelos como o Tasmin e o Série S, encontrou-se em um momento de indefinição quanto a que rumos seguir no desenvolvimento de outros modelos. A década de 80 foi marcada por carros de linhas retilíneas, exceto pelo Série S que já demonstrava um retorno às curvas no desenho de carrocerias.

Peter Wheeler, então responsável pelo desenvolvimento de novos projetos, queria algo totalmente novo, sem no entanto abandonar elementos consagrados criados pela empresa e adotados em modelos de sucesso. Assim, definiu-se que o novo carro seria um esportivo com missão de inaugurar uma nova era na TVR. E não foi diferente. No Salão de Birmingham de 1990, um protótipo do Griffith foi apresentado, reeditando os modelo de sucesso Griffith 200, 400 e 600. E, como prova de sua aceitação, vieram imediatas 350 encomendas do modelo.

A partir do conceito criado por Wheeler, iniciou-se a produção do Griffith. A "alma" do carro baseava-se em um chassis tubular em aço de elevada rigidez para suportar a cavalaria que iria receber. Inicialmente cogitou-se o uso do Série S para tal, que seria bom o bastante para a potência inicial do modelo, mas que diante das idéias de Wheeler de versões mais apimentadas, não seria o mais adequado. Decidiu-se então que do Tuscan Racer viria o chassis, que foi encurtado em 2 polegadas e foi feito em aço ao invés do alumínio, usado no caso do Tuscan. Na época, os Tuscans contavam com mais de 400 cavalos e assim esta base seria apropriada para suportar o carro.

Para prover um comportamento dinâmico, dirigibilidade e estabilidade sob os regimes de condução de que o Griffith seria capaz, Wheeler optou por uma suspensão independente nas quatro rodas, usando o sistema Double Wishbone, com molas duplas. Na prática verificou-se que especialmente o eixo traseiro apresentava um comportamento demasiadamente nervoso, beirando o descontrole. As razões vinham da potência transferida pela tração traseira sobre um carro muito rígido e leve. A adoção de pneus maiores, mais largos e uma recalibragem em mmolas e amortecedores resolveu o "problema".

A natureza veloz do Griffith, começou a se delinear com a adoção de ujma carroceria em fibra de vidro assentada sobre o excelente chassis. O potente motor Rover V8, adaptado pela TVR, foi posicionado à frente do carro, mas atrás do eixo dianteiro, o que contribui para uma distribuição de peso quase perfeita - 49% / 51%. Os 240 cavalos a 5250 rpm e 37.3 kgfm de torque a 4000 rpm, que rendiam o motor de 4.0 litros, eram suficientes para acelerar aos 100 km/h os apenas 1050 kg, em apenas 5.2 segundos e atingir a máxima de 254 km/h, fruto de uma relação peso / potência, extremamente favorável: 4.2 kg/cv!

Mesmo com excelente desempenho, digno de concorrentes de peso e a cerca de metade de seus preços, os consumidores clamavam por mais potência. E como já era intenção de Peter Wheeler, um novo motor inteiramente da TVR estava em desenvolvimento - o AJP8. Mas diversos fatores atrasaram o sua construção, fazendo com que optassem por uma versão aprimorada do "antigo" motor. O novo V8, agora com 4.3 litros, fazia com que agora o carro acelerasse em 4.7 segundos e alcançasse 256 km/h, fruto dos seus 280 cavalos e 42.2 kgfm de torque.

Em 1993, apenas dois anos após o primeiro Griffith ter deixado a fábrica, um novo Rover V8, mais "encorpado" passava a equipar o carro, que agora recebia a designação Griffith 500. A nova motorização de 5.0 litros, gera fartos 340 cavalos a 5500 rpm e 48.4 kgfm de torque. O resultado aparece nos 4.2 segundos necessários para atingir os 100 km/h e nos 260 km/h de velocidade final. Números que consagraram o Griffith como um dos mais rápidos em sua categoria.

Não bastasse todos estes predicados, esteticamente o modelo inovava o padrão da época com suas linhas alongadas e arredondadas, sem muitos detalhes, mas que justamente por isto consistia em um design clean e elegante, típico dos carros ingleses. Internamente, a cabine para duas pessoas do conversível, é contraditoriamente marcada pelo luxo do couro e do alumínio e pelo acabamento espartano, dispensando acessórios em demasia. Aliás o quesito acabamento, chega quase a ser um pecado na TVR, que nunca demonstrou muita preocupação quanto ao emprego adequado dos materiais e em alguns casos chega a ter um resultado questionável. Mas ao que parece, quem disfruta da pilotagem que o Griffith proporciona, acaba esquecendo este detalhe.

O ano de 2000, marcou o fim da produção de mais um nome de sucesso na história da TVR. Neste ano, o Griffith passou por pequenas alterações estéticas, como os conjuntos óticos dianteiro e traseiro, espelhos, entre outras pequenas modificações internas de acabamento. Para marcar o fim de sua "carreira", foram fabricadas cem unidades, sob este novo design, deixando saudades em muitos apaixonados que tiveram o prazer de conduzi-lo. Os carros de número 98, 99 e 100 foram reservados por colecionadores que pretendem ter em suas mãos um capítulo de sucesso e charme na história do automóvel!

Papéis de parede 800 X 600


Modelo
TVR Griffith 500
Motor:

Cilindrada:
Diâmetro X Curso:
Tx. Compressão:
Potência:
Torque:
Vel. Máxima:
Aceleração:
Transmissão:







Freios:

Pneus:



Comprimento:
Largura:
Altura:
Entre-eixos:
Peso:
Rover, 8 cilindros em "V" a 90º, dianteiro, 5.0 litros, bloco e cabeçote em alumínio, injeção eletrônica sequencial.
4988 cm³
94,0 mm X 90,0 mm
10,0:1
350 cv @ 5 500 rpm
48,4 kgfm @ 4 000 rpm
260 km/h
(0 - 100 km/h) 4,2 s
Manual, 5 velocidades.
1ª - 2,95:1
2ª - 1,94:1
3ª - 1,34:1
4ª - 1,00:1
5ª - 0,73:1
Diferencial: 3.31:1

Duplo circuito em diagonal, discos ventilados nas 4 rodas, com 260 mm à frente e 273 mm atrás.
Bridgestone Expedia S-01
Dianteiros: 205/55 ZR 15
Traseiros: 245/45 ZR 16

3892 mm
1943 mm
1205 mm
2286 mm
1075 kg