Lotus Elise
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Normalmente quando se pensa em carros esportivos, logo vem a mente idéias como enormes motores V8, V10 ou V12, sobrealimentados com turbo-compressores, carrocerias e chassis pesados para suportar adequadamente a potência fornecida, marcas italianas, alemãs ou ultimamente japonesas e sobretudo, algumas centenas de milhares de dólares necessárias para adquiri-las. Para provar que era possível contrarias todas estas regras, a conceituada empresa inglesa Lotus produziu o Lotus Elise.
Desde o seu lançamento em 1995, o Elise destacou-se justamente ao por fim em todos os paradigmas até então estabelecidos pelos tradicionais fabricantes de carros esportivos. A sua concepção básica foi fudamentada em ser um esportivo conversível, para duas pessoas apenas, de pequenas dimensões, equipado com um pequeno, mas potente motor 4 cilindros, que seria suficiente para fazer um conjunto extremamente leve alcançar desempenho antes só possível em troca de muito dinheiro. A alma do carro repousa em um extraordinário chassis, bastante compacto e dotado de uma rígidez torsional bem elevada, construído em tubos e chapas de alumínio coladas, fruto do know how adquirido pela Lotus durante todos os anos em que esteve na Fórmula 1. A também muito leve carroceria foi concebida em um compósito, mas com o conceito de célula de sobrevivência para a região central que abriga motorista e passageiro. Este conjunto associado ao conjunto de suspensão, conferiu ao Elise uma condução incrivelmente estável, raramente vista mesmo nos mais tradicionais e caros esportivos europeus, digno de menções dos mais variados meios automotivos. O pequeno motor de 4 cilndros e 1.8 litros de capacidade, usa também alumínio para o bloco e cabeçote DOHC, que recebe 16 válvulas. Apesar de algumas modificações que sofreu desde os primeiros modelos, basicamente é o mesmo motor que equipava as primeiras unidades produzidas. Inicialmente eram 120 cavalos de potência, suficientes para fazer o carro acelerar aos 100 km/h em menos de 6 segundos e passar um pouco dos 200 km/h de velocidade máxima, usando para isto um câmbio manual de 5 velocidades. Ao longo destes 7 anos, algumas versões foram criadas e pequenas modificações foram incorporadas tanto em termos mecânicos quanto estéticos. Em termos de carroceria, pode-se escolher entre versões com capota rígida ou flexível e ainda uma versão Targa (apenas parte da capota rígida é retirada). Estas diferenças, como as mecânicas e escolhas de materiais e acessórios diferentes, fizeram o peso do carro variar entre 675 e 780 kg, o que explica seu excelente desempenho mesmo com um motor que perto da concorrência, parece raquítico! Duas versões especiais foram lançadas recentemente, sendo uma para celebrar o Lotus Type 72, que disputou o mundial de Fórmula 1 no início da década de 70 e que foi responsável por três títulos de construtores ao fabricante (1970, 72 e 73) e ainda o mundial de pilotos a Jochen Rindt em 70 e a Emérson Fittipaldi em 1972. O Lotus Elise Type 72 é mecanicamente igual aos demais, porém recebe pintura e padrões de acabamento nas mesmas cores do carro de F1. A segunda versão especial é o Elise Type 25, que foi limitada em apenas 50 unidades para o mercado britânico. Como o Type 72, recebe pintura especial verde metálica e duas faixas amarelas ao longo do carro, um pacote de acessórios exlusivos e diversos "brindes" que vão desde uma visita às instalações da Lotus até uma miniatura do carro. Atualmente os modelos disponibilizados, estão um pouco mais "anabolizados" em relação às unidades iniciais. Os Elise 111 e 111s, que diferem entre si apenas eplo acabamento interno, foram feitos para aqueles que desejam potência e torque extra em seus motores. O motor usado ainda é um quatro cilindros, agora denominado série K, que recebeu alguns avanços como o controle de válvulas variável (VVC) e é controlado eletronicamente pelo K4, um módulo de gerenciamento desenvolvido pela Lotus. Como resultado, agora são 160 cavalos, que fazem o carro acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 5.1 segundos ou aos 160 km/h em 14 segundos e atingir os 212 km/h. Além disto o fabricante ainda disponibiliza kits que elevam ainda mais a potência pra 190 cavalos. Além da qualidade mecânica e do acabamento refinado, garantidos por este nobre fabricante inglês, existe a soberba vantagem de se poder acelerar um carro que conta com desempenho quase como um Porsche ou um Ferrari, exceto pela velocidade máxima, mas por um preço que significa uma pequena parcela do que eles custam - cerca de US$ 35 000,00. A desvantagem é que se você tem este dinheiro, não vai encontrá-lo a venda no Brasil! |
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