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Cadillac XLR |
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Os anos 50 e 60 foram marcados por produzir uma legião inteira de veículos esportivos, dentre os quais alguns celebrizaram-se tornando-se legítimos mitos, eternizando-se através dos anos e gerações. Exemplos clássicos podem ser associados a nomes como Chevrolet Corvette e Ford Thunderbird, que após mais de meio século ainda circulam por aí chamando a atenção de quem os vê. Estes, entre outros tantos nomes de peso, tiveram em sua gama de opções, versões conversíveis, caracterizando e reforçando ainda mais o apelo esportivo.
Os esportivos conversíveis tiveram justamente naquela época seu auge. Quem podia desfrutar do prazer de possuir uma destas máquinas, além de geralmente contar com níveis de desempenho acima da média, costumava ter associado status e charme diferenciados. Por muitos anos, a produção de conversíveis esteve restrita a pouquíssimos modelos, até que nos anos 90 tradicionais fabricantes como Mercedes-Benz, Lexus, Alfa Romeo e mesmo as gigantes Ford e GM, resolveram produzir novas versões conversíveis de seus carros. Hoje já são dezenas de modelos. A tendência é tão forte e evidente, que mesmo os mais tradicionais fabricantes têm adotado a idéia. A constatação vem do recente lançamento do Cadillac XLR. Não que a montadora conhecida pelos seus grandes carros de luxo, nunca tenha produzido uma versão conversível. Ao contrário, um de seus modelos mais famosos, o Cadillac Eldorado, teve justamente nos anos 50 as primeiras versões conversíveis. Mas como sinal de novos tempos, a mitológica marca surge com um novíssimo modelo para concorrer em um mercado restrito e disputado. O modelo teve sua comercialização iniciada oficialmente na primavera de 2003, para o mercado americano. A sua apresentação ao público e à imprensa especializada, ocorreu em janeiro do mesmo ano no Salão de Detroit, mas as idéias que nortearam seu desenvolvimento e suas características principais, já eram conhecidas desde 1999, quando foi apresentado ainda como o carro conceito Cadillac Evoq. Na época os executivos da empresa, já afirmavam que o modelo evoluiria para as linhas de produção. Se uma das principais características de todo conversível é o charme diferenciado que confere ao seu proprietário, o XLR já sai um passo a frente, apenas pelo fato de contar com o estigma do nome Cadillac. Mas na indústria automobilística atual, apenas um nome já não pode ser a razão da consagração de um veículo. E não é no caso deste Cadillac. Logo em uma primeira avaliação visual, já se suspeita que o carro faz jus ao que representa a marca na história do automóvel. As linhas deste misto de roadster e coupê, são paradoxalmente modernas e tradicionais. Modernas no sentido de que conseguem conferir uma diferenciação estética em relação ao universo de modelos, que nos dias de hoje parecem-se tanto uns com os outros. Por outro lado atende a tradição Cadillac de carros com formas contundentes e ousadas, que sempre foi uma característica do fabricante. Elementos como a grade geometricamente definida e cromada, linhas ousadamente vincadas ou as lanternas traseiras verticais, são elementos que remetem aos modelos do passado. As linhas exageradamente retas e com abundância de vincos, só não faz o XLR parecer uma caixa, pela adoção de ângulos sutis, por exemplo, no posicionamento e formato dos conjuntos óticos dianteiro e traseiro. A suave elevação da linha de cintura - que vai do farol à lanterna traseira - passa a sensação de dinamismo e robustez. Esta impressão é reforçada pelos amplos pára-choques envolventes, pela baixa altura da capota rígida, e pelo grande pára-brisas inclinado. Mas não é a diferenciação estética a única marca deste carro. Detalhes que colaboram para um conjunto harmonioso aos olhos, mas que denunciam a natureza esportiva do carro, vêm da quádrupla saída de escape ovalada e das grandes rodas de 18 polegadas. É quando se abre o capô, que outro ponto alto da tradição Cadillac se apresenta. Um vigoroso motor V8 de última geração, chamado de Northstar, com 4.6 litros de deslocamento, comando de válvulas variável (VVT - Variable Valve Timing) DOHC de 4 válvulas por cilindro, bloco e cabeçote em alumínio. O propulsor entrega 320 cavalos de potência a 6400 rpm e 42.8 kgfm de torque a 4400 rpm. Como resultado, o XLR atinge os 100 km/h a partir da imobilidade, em apenas 5.8 segundos. A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 250 km/h. A transmissão é feita pelo câmbio automático de 5 velocidades Hydra-Matic 5L50. O acionamento das marchas pode ser feito através do modo automático com algoritmos diferentes para otimizar o desempenho, ou manualmente através de botões no volante. Outra vantagem da transmissão, é sua montagem no eixo traseiro, o que contribui para a distribuição de peso 50/50%. A plataforma deste Cadillac, é a mesma empregada no Corvette C6, uma vez que a marca pertence a GM. A suspensão Double Wishbone instalada nas quatro rodas, o cockpit e a estrutura do chassis usam alumínio. A carroceria e alguns elementos funcionais usam o magnésio na sua concepção. Em outros pontos do carro, como o assoalho usa-se compósitos especiais que conciliam leveza e rigidez estrutural. Como resultado deste processo de construção o XLR possui um dos menores pesos em sua categoria, com 1654 kg. Somado a um peso relativamente baixo, uma distribuição equilibrada e um sistema de suspensão adequado a sua proposta, o XLR ainda vai mais longe no objetivo de uma condução esportiva e segura. Um sistema de controle da estabilidade denominado StabiliTrak, além da atuação convencional, possui sensores em cada uma das rodas, que fazem a leitura do comportamento do veículo e das condições do piso, ajustando a "dureza" dos amortecedores em milisegundos, através de um sofisticado sistema eletromagnético. Outro aparato eletrônico é o ACC (Adaptative Cruise Control) que mais do que um "piloto automático" comum, é capaz de ajustar a velocidade do veículo, graças a um radar que identifica objetos ou outros veículos a sua frente. Por dentro o roadster concilia o passado de luxo da marca e a modernidade dos concorrentes atuais. Como não poderia ser diferente o couro é o principal material de revestimento, estando presente nos bancos, portas e como elemento de acabamento em itens como o volante. Completando o acabamento, madeira laqueada e alumínio, em uma combinação harmoniosa e esteticamente agradável. No centro do painel a instrumentação desenhada pelo relojoeiro Bulgari, tem destacados o conta-giros e o velocímetro com escala até 160 milhas por hora (257 km/h). No console central um monitor colorido de 7 polegadas exibe informações diversas do ar condicionado, sistema de navegação, DVD e do sistema de som. | |
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Por fim, a capota retrátil feita em alumínio, com estrutura de magnésio, foi desenvolvida pela empresa alemã Car Top Systems (CTS) GmbH. O acionamento é feito por comando elétrico, que a abre ou fecha. Quando da sua abertura, a capota é acomodada dentro do porta-malas automaticamente. A operação, que exige apenas um simples toque no botão, transforma o XLR em um coupê ou em um conversível em menos de 30 segundos.
Sem dúvida, o XLR dispõe de uma série de predicados que o habilitam a disputar uma fatia de mercado, com uma forte concorrência, que conta hoje com nomes de peso como Mercedes SL 500, Lexus SC 430 e Jaguar XK8. Mais ainda, é o retorno a uma época caracterizada por gloriosas marcas que transportavam seus ocupantes sob o charme e o prazer dos cabelos ao vento. | |
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Motor:
Cilindrada: Diâm. X Curso: Potência: Pot. Específica: Torque: Aceleração: Vel. Máxima: Pneus: Comprimento: Largura: Altura: Entre-eixos: Peso: |
Northstar 4.6 litros, 8 cilindros em "V", cabeçote e bloco em alumínio, dianteiro, longitudinal, 4 válvulas por cilindro DOHC e Variable Valve Timing.
4565 cm³ 93,0 mm X 84,0 mm 320 cv @ 6 400 rpm 59.56 cv / litro 42,8 kgfm @ 4 400 rpm (0 - 100km/h) 5,8 s 250 km/h (limitada eletronicamente) 1ª - 3.45:1 2ª - 2.21:1 3ª - 1.60:1 4ª - 1.00:1 5ª - 0.76:1 Diferencial - 2.93:1 Dianteiros: Michelin ZP 235/50 ZR 18 Traseiros: Michelin ZP 235/50 ZR 18 4513 mm 1836 mm 1279 mm 2685 mm 1654 kg |