BMW Z3
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Nascido em 1995, quando então foi apresentado ao mundo nos principais salões mundiais de automóveis, o BMW Z3 tinha missão de resgatar os nostálgicos e românticos tempos dos Roadsters, sendo o primeiro da tríade alemã - BMW, Mercedes e Porsche. Apesar das linhas harmoniosas e na ocasião modernas, apesar de um certo ar retrô, o Z3 foi criticado por muitos, seja pelas versões com motorizações mais fracas, que segundos eles não fazia jus a um esportivo da categoria, seja pelo mesmo design que agradou a muitos e que por outros foi considerado como carro de mulher. Qualquer que tenha sido a facção de críticos e suas razões, a verdade é que mesmo com sua despedida já feita, o Z3 provou ser um sucesso.
No dia 28 de Junho de 2002, a BMW produziu a última unidade do roadster Z3 em sua fábrica na Carolina do Sul (EUA), após quase 7 anos de produção - desde março de 1996. Seu sucessor já tem local, dia e hora para a estréia oficial - setembro de 2002, no Paris Motor Show e receberá o nome de Z4. Apesar de algumas modificações tanto estéticas quanto mecânicas, fica evidente que o estilo consagrado pelo Z3, foi herdado pelo novo carro, afinal o Z3 e o seu vinco revivalista e clássico veio mudar por completo o conceito introduzido pelo seu antecessor Z1. É um automóvel elegante de dois lugares, que vai buscar pormenores estéticos nas suas origens mais remotas, ou seja, aos primeiros roadsters construídos pela BMW como é exemplo o 507 e que mais tarde também inspiraria o Z8. Os seus traços harmoniosamente fluídos são inconfundíveis, desde a frente mergulhante, que apresenta o maior capô da marca bávara, até às entradas de ar laterais lembrando as guelras de um tubarão ladeadas pelo cunho do seu berço - o símbolo BMW. O prazer de condução é notável logo que se entra no habitáculo dos ocupantes. A posição de condução baixa, o volante, empunhadura da caixa de velocidades e outros pormenores desportivos, levam-no a entrar num mundo à parte da realidade. O comportamento se deve muito às suspensões firmes que o mantêm sempre na rota traçada mesmo em estradas mais sinuosas, apesar dos críticos recriminarem o uso da suspensão traseira por braço semi-arrastado, herdada do antigo Compact, que por sua vez a recebera da Série 3 de código E30 - descontinuada em 1990. Certa razão deve ser dada aos críticos (possivelmente fãs da concorrência) que falavam de falta de potência. Entre as primeiras versões de motorização, figurava o 1.8 de quatro cilindros e 116 cavalos de potência, que em se tratando de um roadster, conferia apenas desempenho razoável, mas que pretendia deixar a um preço "acessível" aqueles que desejavam acelerar com cabelos ao vento. Nesta versão o carro atingia os 100 km/h em 10,5 segundos e alcançava a velocidade máxima de 196 km/h. Mas esta era apenas a versão mais barata e outras opções de motores mais apimentados eram possíveis. Logo a seguir, um outro motor, também de quatro cilindros e 16 válvulas, porém de 1.9 litros e 140 cavalos de potência, fazia o Z3 acelerar aos 100 km/h em 1 (um) segundo mais rápido e superar os 200 km/h (205 km/h). Mas a série de versões tinha que necessariamente contar com os tradicionais propulsores de seis cilindros em linha da BMW, assim o primeiro da gama foi o 2.0 com comando de válvulas variável, chamado de Double Vanos pela BMW, que respondia por 150 cavalos e 19.4 kgfm de torque a 3500 rpm, acelerando em 8,9 segundos e atingindo os 210 km/h. Mas esta versão não foi produzida por muito tempo e logo em seguida deu lugar ao 2.2, com 170 cavalos, baixando a aceleração em mais um segundo, para 7,9 segundos e fazendo o Z3 atingir os 225 km/h. A versão 2.8, também de seis cilindros em linha, apesar da maior potência e torque em relação ao 2.2, tinha desempenho melhor apenas em aceleração (7,1 segundos), já a que final era menor em função do uso de outro câmbio. Porém o 2.8 não foi aposentado pelo 2.2 e sim por um motor ainda maior e também equipado com o Double Vanos - o 3.0. Entre as versões de "série" esta foi a que apresentou o desempenho que realmente se espera de um veículo desta categoria. Com 231 cavalos, este Z3 partindo da imobilidade atingia os 100 km/h em 6 segundos cravados e chegava aos 240 km/h. |
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Mas por mais potência e desempenho que um carro proporcione, parece que sempre há alguém insatisfeito. Foi para este tipo de motorista que a BMW fez o Z3 M. Esta versão nada mais é do que o já conhecido Z3, com o motor do sedã M3, um 3.2 litros preparado pela Motorsport. A potência máxima com este motor, subiu para generosos 321 cavalos a 7.400 rpm - 57% a mais que o Porsche Boxster, até então o campeão da categoria e mais potente até que o novo 911. A potência extra, foi suficiente para levá-lo de 0 a 100 em 5,4 segundos e à velocidade máxima (limitada num acordo de cavalheiros entre marcas alemãs) de 250 km/h.
Apesar de algumas versões do Z3, contarem com alguns dos motores que equiparam a série 3, a diferença da mecânica usada no Z3 para os demais modelos da Série 3, está na relação de marchas e na diferença de peso. Esse roadster usa uma receita de transmissão mais curta, especialmente a primeira. Além da relação, 80% do torque máximo já está presente aos 1.500 giros, contribuindo para dar agilidade ao carro. Por causa disso, as respostas ao acelerador são muito rápidas. E não é apenas no intervalo de 40 a 100 km/h (16s39). Partindo a 60 km/h e a 80 km/h, para chegar a 120 km/h e a 140 km/h, os tempos são praticamente iguais (16s28 e 16s62). Não fosse o controle eletrônico combinado de estabilidade e de tração (ASC+T) dirigir esportivamente o Z3 exigiria cuidado redobrado. Como o motor responde prontamente ao menor toque no acelerador, a potência é sentida imediatamente nas rodas traseiras. O dispositivo impede que as rodas girem em falso. Em pista molhada o ASC+T mostra-se ainda mais eficiente contribuindo bastante para o alto nível de estabilidade. O resultado é tão positivo que o Z3 3.0, apesar de ser um conversível (torce mais), consegue um excelente resultado na prova de aceleração lateral, equipado com pneus Michelin 225/45, ele fez 0,88 g. A principal diferença no desenho do Z3 2.8 para o 1.9, a propósito, é a bitola traseira maior: para abrigar as rodas mais largas, os pára-lamas foram abaulados. O interior do Z3 é aconchegante e digno de um veículo da categoria. O acabamento é em couro e os bancos possuem controle elétrico para altura e distância. Todos os comandos estão bem à mão facilitando o trabalho do motorista. O quadro de instrumentos não é muito sortido mas a visão é bem ampla. O Z3 conta até com alguns instrumentos dispensáveis em um veículo dessa categoria, como o ajuste elétrico dos faróis. Já a capota de lona - com acionamento elétrico, e de fácil operação - aquece muito em dias ensolarados. Bastam poucos minutos em um engarrafamento para o calor começar a incomodar, tornando o ar condiocionado item obrigatório. Como em todo roadster, só há espaço para duas pessoas. Reclamar porta-malas (165 litros) neste carro é o mesmo que exigir potência em motor 1.0. No aspecto segurança, freio à disco nas 4 rodas ventilados com ABS, Duplo air bag frontal e ainda bolsas laterais, arcos de proteção anti-capotamento, sistema de travamento central com dupla codificação (pela chave) e Código de proteção de partida.
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