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O que já era bom, ficou melhor! | ||
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Com a chegada ao mercado de carros cada vez mais potentes e a preços também mais elevados, algumas empresas especializadas na área de preparação de motores, começaram a dispor de receitas de venenos que de certa forma, tornam o carro bastante competitivo e a um custo relativamente baixo, levando-se em conta que o preço de um automóvel com mais ou menos 180 cv é alto. Dentro deste conceito, é que trazemos para você, mais uma obra prima do já conhecido pelo leitor desta seção - Mário Márcio Simi, da M2 Preparações.
É o caso desse VW Gol TSI 2000 que sofreu algumas modificações para receber o Kit Turbo. A primeira delas certamente é a mais apropriada para carros que vão receber a turbina: os “pistões forjados”, os quais foram feitos para agüentar a nova carga de pressão da turbina no interior dos cilindros. Essa alteração é muito importante, pois o proprietário do carro pode ter dores de cabeça mais tarde, se mantiver os pistões originais, que não foram concebidos para agüentar um aumento significativo de pressão, como foi o caso deste carro. Com a troca dos pistões o motor do carro ficou ainda mais descomprimido (a taxa de compressão abaixou), o que é o ideal para motores turbo, evitando assim quebras do mesmo. Depois da colocação dos pistões forjados americanos da marca ROSS e anéis TotalSeal, chegou a hora da troca de outras peças fundamentais, como por exemplo, coletor de escapamento especial para turbina, dosador da injeção de combustível, válvula de prioridade, turbina Garret .42, bico extra de injeção, repetidor de bico ECHODRIVE. Depois de todas essa modificações no motor, o restante do conjunto, como suspensão, freios, rodas e pneus tiveram que ser recalibrados para se adequar ao esforço que a potência extra exerce sobre estas partes. Amortecedores e molas com carga maior e pneus 195/50, além de rodas de 15 polegadas de aro. Com o carro pronto, faltou apenas a colocação do escapamento. Foi dimensionado um com cano de 2 e meia polegadas direto, e no final um abafador da picape D20. | |||
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Chegou a hora de testar o carro e ver como ele se comporta no dia-a-dia. Difícil era passar desapercebido pelo trânsito de São Paulo, pois sua válvula de prioridade estava com uma regulagem bastante sensível, a qual fazia com que a turbina descarregasse a todo o momento, o famoso "assobio" característico. Essa válvula serve para aliviar a pressão do ar no interior do cilindro. O carro ficou com acelerações muito agressivas com a pressão do turbo de 1.2 bar. O Gol destraciona a todo o momento em saídas mais fortes, não fazendo feio a carros de maiores potências e carros importados. Andar com esse Gol é realmente uma experiência bastante agradável, pois em baixa rotação é um carro até que "dócil", podendo ser utilizado sem maiores problemas ou dificuldades. Sua temperatura no trânsito urbano não passou de meio marcador, o que revela que sua preparação não alterou a temperatura de funcionamento do motor. Os números de desempenho mostram do que esse Gol é capaz, com aceleração medida de 0 a 100 km/h em apenas 6.8 segundos, evidenciando o ganho de potência. Sua velocidade máxima não foi medida, mas estima-se baseado em preparações semelhantes que deva estar em torno de 210 km/h, pois seu câmbio com relações curtas, não permite ao motor crescer, prejudicando sua velocidade final. Esse tipo de cambio é indicado para aceleração e retomada de velocidade onde a agilidade é fundamental para se sair na frente. O consumo na cidade é de 6,8 km/l de gasolina com direito a algumas esticadas de marcha. A durabilidade do motor não foi muito afetada, pois foram tomadas todas as medidas necessárias para que quebras não ocorram, como por exemplo à troca dos pistões e a redução da taxa de compressão como já foi dito. O único senão dessa modificação é o alto custo. Com todas as peças citadas nessa reportagem, mais a instalação do Kit Turbo o seu proprietário Leonardo Cappellari desembolsou mais de R$ 5.000,00, mas sem dúvida esse investimento é recompensado pelo alto desempenho, e alguns emocionantes pegas.
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