Um Chevette com até 250 cv!!!
Algum tempo atrás a área de preparação de automóveis era algo comum. Atualmente com a era da injeção eletrônica de combustível e o alto custo, além de motores originais cada vez mais fortes, a preparação de motores virou assunto para carros mais "velhinhos". Entretanto, até hoje alguns carros sobreviveram ao passar dos anos com preparações fortes, que é o caso deste Chevette (mais uma obra do Sr. Mário Márcio), que mesmo sendo 78 está muito bem conservado e preparadíssimo!

Nesta matéria abordaremos como este carro se comporta, já que após quase dez anos da sua preparação, ele continua rodando pelas ruas de Sampa e frequentando feiras de carros antigos (sempre fazendo muito sucesso).

A não ser pelo aspecto externo, que permanece inalterado, as modificações internas são de "carro grande". No que diz respeito a parte mecânica, ele perdeu totalmente sua originalidade. Apenas o bloco do motor 1.4 foi mantido, usando o cabeçote do 1.6/S. Seu pacato motor (original) de 1.4 litros e 68 cv rendia pouco mesmo para a época de seu lançamento. Hoje após um trabalho de reusinagem do bloco, ele conta com 2.2 litros de capacidade volumétrica, pistões de diâmetro maior, virabrequim balanceado e aliviado em 2,5 kg, cabeçote trabalhado, comando de vávulas especial e fora todo este trabalho no motor, ainda ganhou um turbo, booster e intercooler da Pajero (resfriador do ar da turbina).

Apenas com o trabalho no motor (sem o turbo), a potência alcançada foi medida em 120 cv, o que já é um ganho de 52 cv em relação ao original!
Adicionando-se o turbo e pressão inicial de 0,6 bar, atinge-se 160 cv de potência e impressionantes 250 cv por alguns segundos com booster acionado! Acredite, pois este Chevette anda muito! Quem não está acostumado com tanta potência, ao dirigir faz com que o carro destracione a todo momento em saídas mais fortes, mesmo com rodas de aro 15" e pneus de perfil baixo.

Apesar de todo este veneno, o carro demonstrou ser bastante estável, já que sua suspensão foi toda redimensionada para aguentar toda esta preparação. Para isto Mário Márcio utilizou molas de Opala 6 cilindros recalibradas e amortecedores dianteiros Impacto e traseiros Koni. O diferencial traseiro foi substituído pelo do Chevy 500 e câmbio de cinco marchas do Opala 6 cilindros 92. Os freios dianteiros usam discos ventilados de competição com pinças maiores, que dão conta do recado. Está sendo preparado um conjunto de discos na traseira (Kadett GSi).

Como detalhe adicional este Chevette não conta com banco traseiro. Em seu lugar foi instalada uma verdadeira usina de som de competição. Mas este é assunto para outro papo na seção de acessórios.

Seu proprietário - o já mencionado Mário Márcio Simi - é apaixonado por carros antigos e mantém um currículum invejável na preparação de automóveis, guardando com todo carinho o seu Chevette na garagem, coberto com capa, saindo apenas aos fins de semana para aquecer os pneus com toda a sua potência!

Motor:






Cilindrada:
Pot. Máxima:

Aceleração:
Vel. Máxima:

Transmissão:








Pneus:
Rodas:

Freios:


Direção:

Suspensão:

2.2, dianteiro, longitudinal, refrigerado a água com circuito selado. Alimentado por carburador de corpo duplo a álcool. Comando de válvulas Crane/americano. Sistema de lubrificação com 6 litros de óleo resfriados por radiador. Intercooler da Pajero com ventoinha elétrica. Duas vávulas de prioridade. Polia regulável. Bomba elétrica de combustível do Gol GTi. Booster elétrico 2,5 bar. Bobinas Accel super coil 8,8 mm. Escapamento de 2,5" direto com saída lateral
2198 cm³
250 cv a 6500 rpm

(0-100 km/h) em 6,5s
228 km/h

Traseira, mecânica, 5 marchas
1ª - 3,40:1
2ª - 2,16:1
3ª - 1,38:1
4ª - 1,00:1
5ª - 0,84:1
Ré - 3,81:1
Diferencial - 4,11:1

195/50 R15
7J x 15"

Dianteiros: Disco ventilados de competiçao com pinças flutuantes.
Traseiros: Tambor com servo

Mecânica, tipo pinhão e cremalheira

Dianteira: Molas de Opala 6 cilindros recalibradas e amortecedores Impacto
Traseira: Molas de Opala 6 cilindros recalibradas e amortecedores Koni