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Cadillac V16 |
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E parece mesmo que Detroit 2003 foi escolhido para ser palco do retorno dos grandes clássicos ao cenário mundial. Como berço da próspera indústria autromobilística americana, não poderia haver lugar melhor para o lançamento de um dos maiores clássicos americanos, do que Detroit. Assim a Cadillac trouxe um conceito que pretende resgatar o passado glorioso da marca, através do V Sixteen, ou simplesmente V16.
As linhas deste novíssimo Cadillac não são novidade nem mesmo diante do conservadorismo conhecido da marca, já que um padrão semelhante pôde ser visto no Cadillac Cien, embora os dois carros não sejam parecidos. Trata-se que ao contrário do passado, as linhas vincadas e proeminentes deram agora lugar a curvas mais suaves e soluções mais ousadas, como os faróis em disposição vertical, ou um pará-brisas extremamente inclinado e aerodinâmico, uma linha da cintura bem elevada e elementos envolventes e integrados, como os pará-choques. As novidades não param por aí e várias partes da estrutura e da carroceria (como o capô) , são em alumínio, para reduzir o peso, que é de quase 2300 kg, afinal o V Sixteen mede 5,67 metros de comprimento e 2,03 metros de largura. Não há coluna central e o teto é todo em vidro. Por outro lado, um carro cuja missão é voltar aos clássicos dos anos 30, cumpre esta tarefa através de elementos como a longa frente, a grade cromada igualmente grande e em formato estilizando o logo da marca e que constitui uma das suas características mais fortes, assim como o conjunto ótico traseiro que a exemplo dos últimos "Cads" (como é chamado nos EUA) era formado por uma lanterna vertical que tomava quase toda a altura da traseira do carro. No V Sixteen, não é diferente, exceto que abaixo das lanternas e continuando na mesma linha, vem duplas saídas de escape de cada lado. Aliás as quatro saídas de escape fazem lembrar o que para muitos é o ponto alto deste "Cad" e que é a razão do seu nome. Debaixo do enorme capô - que tem abertura articulada pela sua linha central em duas metades (como nos Cads da década de 30) - repousa um motor que é tão robusto quanto as suas linhas. São nada menos do que 16 cilindros em "V" e que desenvolvem exagerados 1000 cavalos de potência. Não, não nos enganamos! São sim incríveis 1000 cavalos! E como tem sido quase uma obsessão na indústria americana - começando pela Ford - o imenso motor aspirado de 13.6 litros e 32 válvulas, entrega o mesmo número em torque, ou seja, são outras 1000 lbft (libras por pé) ou 128.3 kgfm de torque! Como se importasse a algum proprietário de um carro como este, um sistema possibilita que possa-se fazer o motor funcionar com apenas metade dos pistões gerando trabalho, para fins de economia! Para tramsitir todo este torque e potência ao solo, o V Sixteen usa uma transmissão de quatro velocidades controlada eletronicamente. As rodas para amparar um veículo como este, não poderiam ser nada menos do que 24 polegadas (maiores do que de muitos ônibus) e para pará-lo, tanto devido à enormes rodas, como pelo peso e potência, freios ABS com pinças de seis pistões nas quatro rodas acionando discos de 16 polegadas. Um superlativo como estes, não poderia internamente ter nada menos do que um relógio Bulgari em seu painel central. O desenho, acabamento e disposição dos instrumentos, acompanha o padrão dos "Cads" dos anos 30 com muito cromado. Couro Tuscany e madeira de lei , que são abundantes no revestimento de praticamente todo o interior do veículo, que sem dúvida consegue ser uma justa homenagem aos mais célebres Cadillacs.
C. Itoh
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