Peugeot RC Spades e Diamonds
A marca francesa do leão, vem nos últimos anos celebrizando-se pelo design arrojado e moderno dos seus carros, sem no entanto adotar padrões totalmente diferentes ou demasiadamente ousados. No último Salão de Genebra, mais uma mostra do quão arrojada vem sendo a marca francesa, veio de um (ou dois?) carro - o RC, ou os RC's...

Na verdade são tantas novidades fora o design magnífico destes carros, que fica difícil saber por onde começar. Na verdade o que causa a indecisão a respeito de se tratar de um ou dois carros, é o fato da Peugeot dar nomes diferentes a carros que pelo menos visulamente parecem iguais. Ao RC preto, foi dado o nome de Spades (espadas) através do naipe de espadas das cartas do baralho e ao vermelho o nome de Diamonds (ouros), também através do naipe de ouros. Na verdade tais nomes não aparecem em nenhum lugar dos carros.

A esta altura, o leitor deve estar se perguntando então qual a diferença entre ambos. O que distingue um do outro, só se revela quando se abre a tampa traseira que abriga um motor traseiro-central (atrás do carro e à frente do eixo traseiro). No caso do Spades (preto) um motor de 4 cilindros em linha, 2.0 litros de deslocamento, 180 cavalos de potência. Até aí nenhum espanto ou novidade, porém quando se abre o Diamonds (vermelho), vem a surpresa. Um motor, também 4 cilindros em linha, porém turbo diesel HDi, de 2.2 litros e 175 cavalos de potência.

Não, não nos enganamos, o Diamonds é um coupe esportivo 2+2 como o seu "irmão" Spades, porém equipado com um motor diesel, fato raríssimo em um veículo desta categoria. Devido ao peso extremamente baixo de ambos, a despeito das dimensões, a Peugeot informa que o desempenho dos dois carros é bastante satisfatório. Com um peso de 900 kg para a versão gasolina e de 950 kg para a diesel, ambos alcançam os 100 km/h em 6 segundos e a velocidade máxima de 230 km/h, através de um câmbio de 6 velocidades com controle eletro-hidráulico e com ajustes adaptados para as faixas de velocidade e torque de cada motor. O acionamento pode ser manual, através de comandos no volante, ou sequencial por meio de uma alavanca no tunel central ou ainda inteiramente automático.

A estrutura de ambos os modelos é feita quase que inteiramente em fibra de carbono, em um compósito obtido através de uma matriz com geometria de colméia de abelhas, preenchida com a fibra e moldada e colada em autoclaves. A estrutura auto-sustentável gerada ainda abriga uma estrutura tubular de aço de alta resistência, que é acoplada a esta espécie de concha, para assentar os elementos mecânicos, como suspensão, motor e caixa de direção. Esta estrutura de fibra de carbono, ainda tem o papel de sustentar o teto, capô e portas.

Externamente, as linhas apesar de arredondadas, contam com poucos detalhes. O fato da "carrocerria" ter sido moldada praticamente em uma peça única de fibra, garante pouquíssimas saliências ou reentrâncias, contribuindo ainda mais para uma excelente aerodinâmica, que já seria bastante boa em função do desenho do carro. As grandes rodas de 18 polegadas, revestidas por pneus 245/45 R18 formam um conjunto harmonioso e evidenciam ainda mais a natureza esportiva dos "irmãos".

Internamente a aula de design continua, não só devido às linhas modernas e despojadas de excesso de detalhes, mas também pelos materiais utilizados no acabamento - aço escovado, alumínio e couro. O túnel central fica bem elevado e no caso de se decidir pela troca de marchas na alavanca, quase não se tem que descer a mão do volante. Os bancos são em formato de concha, moldados também em fibra e revestidos em couro. Assim como no 307, acionamento de faróis, sistema de climatização, acionamento e velocidade dos limpadores de pará-brisa, entre outros, estão sob controle de um sistema multiplexado automático. Completam o pacote, computador de bordo que gerencia as principais funções do veículo, sistema combinado de rádio/CD/telefone, e sistema de navegação com tela colorida de 7 polegadas.
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