Audi Nuvolari Quattro
Após a apresentação do Sport Utility Pikes Peak, no Salão de Detroit, a Audi compareceu ao Salão de Genebra de 2003 com mais um conceito que evidencia claramenteo que deverá a tendência de estilo que determinará como será o futuro dos automóveis da marca das argolas. Assim quem compareceu ao seu estande pode contemplar o conceito Audi Nuvolari Quattro.

Tudo é inovação neste novíssimo Audi, a começar pelo nome que assim como o Pikes Peak, abandona a já tradicional nomenclatura de letras e números, homenagenado o passado de glórias da montadora germânica. Nuvolari vem do piloto italiano Tazio Nuvolari, que conduziu no ano de 1938 o 12 cilindros da Auto Union a uma série de vitórias, interrompida somente em função da Segunda Guerra Mundial. Anos mais tarde a Auto Union se uniria a três outras empresas para formar a Audi - as quatro argolas da marca.

O Nuvolari é um coupé 2+2, moldado sob a elegante estirpe de um autêntico GT (Gran Turismo), em que fica evidente todo o desempenho e prazer de condução típicos de um GT. A forma alongada (4,80 m) de perfil baixo (1,41 m) e curvilínea, fazem supor uma preocupação compromissada com elegância e performance.

Do ponto de vista estético, a silhueta robusta, de linhas suaves é marcada por aspectos como as esguias e bastante inclinadas colunas "A" e "C", que harmonicamente se unem ao teto baixo em relação a linha da cintura. Esta proporção somada ao longo capô que termina em uma curva acentuadamente arredondada - como já visto no Audi TT - e em cuja frente ostenta uma enorme grade que avança até o inferior do pará-choque involvente, incorporado à carroceria, dão pistas que por baixo disto tudo, haja algo de vigoroso!

E realmente, as impressões se confirmam ao abrir do capô. E como todo motor de um GT deve prover ao menor toque do acelerador maciças doses de potência e torque, sob um som poderoso, este V10 biturbo desempenha primorosamente este papel. Este novíssimo motor incorpora o sistema de injeção direta de gasolina (FSI), consagrado pela Audi em suas vitórias em LeMans em 2001 e 2002. Como resultado, são generosos 600 cavalos de potência e 76.5 kgfm de torque, os quais já estão disponíveis a 2000 rpm e distribuem-se ao longo de uma curva quase plana.

Assim o torque e a potência abundantes em todas as faixas de revolução do motor, garantem que o grande 5.0 litros dê ao Nuvolari um desempenho excelente. Para sair da imobilidade e alcançar os 100 km/h, bastam 4.1 segundos. A velocidade máxima decepciona, não porque seja baixa, mas por estar limitada eletronicamente a 250 km/h como o são a maioria dos carros para os mercados europeu e norte americano.

Mas não é só de elevadas doses de potência que é feito um super GT. Para garantir um equilíbrio dinâmico perfeito sob as mais diversas condições de pilotagem, o chassi foi construído em uma estrutura rígida e extremamente leve de alumínio, através de tubos castos e extrudados e colados. A suspensão a ar, é independente nas quatro rodas e usa sistema four-link à frente e de braços trapezoidais sobrepostos atrás, com um sistema que faz o controle constante das condições de pilotagem e piso, adequando a dureza e altura do carro de acordo com a necessidade. Apoiando este GT no solo rodas calçadas em pneus 265/720 R 560 PAX, o que corresponde a 20,6 polegadas.

Três alturas pré-definidas do veículo, podem ser configuradas de acordo com a necessidade: normal a 100 mm do solo, 90 mm para uma condução mais esportiva e automaticamente rebaixada acima de 160 km/h e 110 mm para pisos mais irregulares e acidentados e em trechos urbanos. Não bastasse isto, o nível de amortecimento também é continuamente variável. E como não poderia ser diferente em um carro desta categoria, sistemas como controle de tração, estabilidade, ABS, EBD e demais gerenciamentos eletrônicos, fazem sua parte para tornar a condução do Nuvolari ainda mais precisa. Completando o pacote o já consagrado sistema Quattro, de tração permanente nas quatro rodas.

Se não são os sistemas eletrônicos de auxílio à condução os responsáveis pelo lado de inovação tecnológico, fica a cargo dos conjuntos óticos, uma pitada de novidade. Tanto faróis como lanternas utilizam-se de um conjunto de leds para produzir iluminação e sinais indicativos. A utilização de leds para tais fins, já foi empregada pela Maserati e Infinity em seus carros. A diferença no caso do Nuvolari é que os leds de farol tem facho de luz orientado para a trajetória em que o carro é orientado e nas lanternas dispõe de um sistema de infra-vermelho que detecta lelemntos como poeira, neblina ou spray de chuva, para aumentar a intensidade luminosa do conjunto.

A a viabilização do projeto deste conceito através de sua produção comercial está prevista para entre 2004 e 2005. A sua vinda para o mercado nacional é tão incerta, como a data precisa de sua produção, o que não chega a preocupar, uma vez que deverá ser um carro tão ou mais inacessível à grande parte das pessoas, como o é hoje o Audi A8, mas que vale pelo que representa em termos da história do automóvel.

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