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Subaru B11S |
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O Salão Internacional de Genebra a cada ano que passa se consagra e firma como o palco europeu, onde as principais montadoras do mundo revelam seus planos e projetos mais ousados. A 73ª edição da amostra, realizada entre os dias 6 e 16 de março de 2003, não foi diferente. Entre as muitas novidades, a Fuji Heavy Industries Ltd. (FHI), fabricante mundial de produtos para transporte e indústria aeroespacial e detentora da marca de automóveis Subaru, troxe um conceito revolucionário de automóvel, o SUBARU B11S.
Desde que Kyoji Takenaka assumiu o cargo de Presidente e Chefe de Operações da empresa japonesa, a FHI vem investindo na reformulação conceitual da marca SUBARU. O primeiro e maior aspecto desta nova conceituação, ficou porconta de uma revitalização no designde seus produtos. Para isto, o principal designer da Subaru, Kiyoshi Sugimoto, tornou-se responsável entre outras áreas, pelo Departamento de Design da montadora. O primeiro fruto desta nova orientação que a empresa toma, surgiu sobre o nome de B11S, um projeto conduzido sob a batuta de Sugimoto, com orientações de Takenaka e com a participação do estúdio Fuore Design International, de Barcelona. Com o modelo, a Subaru redefine o conceito cupê e cria uma nova classificação para enquadrar seu carro. Na verdade, o B11S não constitui um legítimo cupê, por ter quatro portas ao invés de duas, embora as traseiras tenham abertura invertida, solução já vista recentemente no Mazda RX8. A nova classe em que o modelo deve pertencer é "Grand Utility Turismo", ou em outras palavras, uma conciliação entre os utilitários mais luxuosos e a esportividade dos veículos de Gran Turismo. Ao que parece, os principais objetivos de Takenaka e Sugimoto foram alcançados. O automóvel realmente distingui-se do usual, seja através do estilo próprio, elegante e moderno, sem tornar-se demasiadamente sóbrio como outros cupês de luxo. Ao contrário, o B11s tem detalhes sutis e de bom gosto que denunciam sua aptidão para esportividade. O desenho do conjunto ótico dianteiro, as grades frontais com motivos que reproduzem a grade central e as aletas de escoamento no capô, tudo isto com aplicações e acabamentos em alumínio escovado, denunciam esportividade e inovação. Os mesmos elementos estéticos e acabamentos, podem ser encontrados por onde quer que se observe o B11S. As ponteiras ovaladas (duas) do sistema de escape, posicionadas em um recorte integrado no pará-choques traseiro, as grandes rodas de 21 polegadas calçadas em pneus Dunlop de perfil baixo e bem próximas aos robustos e pronunciados arcos das rodas, ou o perfil baixo do teto em relação a linha da cintura, enfatizam ainda mais a possível esportividade do conjunto. Se por fora o B11S é ousado e inovador, por dentro o impacto é ainda maior. Um certo ar retrô no desenho dos instrumentos e do painel, combinados com um ar futurista dado tanto pelo desenho, como também pela escolha dos materiais: couro e alumínio escovado. A escolha das cores são as responsáveis pelo toque de ousadia, através do contraste do branco pérola e do azul (cor tradicional dos modelos top de linha da marca Subaru). Desenvolvido especialmente para o B11S, um grande teto de vidro dá a sensação de estar ao ar livre, permitindo que a luminosidade externa entre no veículo. Mas nem só de design e de soluções inovadoras vive este conceito. A pretensa alma esportiva do cupê é confimada pela escolha do pacote mecânico. O motor utiliza a tradicional configuração Boxter (cilindros opostos horizontalmente), mas em número de seis, em um novo bloco produzido especialmente para o carro. Graças ao turbocharger, o motor proporciona desempenho tanto em baixa, com em altas velocidades, gerando 400 cavalos de potência e um torque de 56.1 kgfm. | |
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E como seria de se esperar dos melhores modelos Subaru, o sistema simétrico AWD (tração em todas as rodas), integrado com cinco velocidades de transmissão automática, vem com VTD (variable torque distribution ou distribuição de torque variável), exclusivo da marca, que se trata de um sistema de distribuição de torque controlado eletronicamente. A distribuição padrão de torque de 35%/65% entre as rodas dianteiras e traseiras, respectivamente, pode ser alterada pelo VTD de acordo com as condições de pilotagem e de forma a controlar a tendência de rodagem sobre o eixo longitudinal e a estabilidade em altas velocidades. Assim, pretende-se despejar no solo, toda a potência e torque da melhor forma possível, ou traduzindo - desempenho!
Mesmo cercado de boas doses de esplendor no seu lançamento em Genebra, ainda muito mistério se fez em torno do carro. Informações de desempenho, preço e possível prazo para início de produção (se efetivamente se tornar carro de linha), não foram divulgados pelos executivos da marca. A verdade é que se o B11S vier a ser produzido, representará um grande avanço para a já excelente marca das estrelas... | |