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1º de Maio de 1994 - Ímola
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Ano de 1994 e o então tricampeão mundial da Fórmula 1, Ayrton Senna realiza o feito de se transferir para a Williams, considerada por ele na ocasião a equipe que possuia o melhor carro. Entretanto, durante a pré-temporada de 1994, Senna percebe que após as recentes modificações introduzidas no regulamento da categoria para a temporada 94, o seu carro não dispunha mais da dirigibilidade adequada, reagindo de forma muito difícil a uma condução segura. Todos os adventos eletrônicos permitidos até o ano anterior foram proibidos, tornando o FW16 quase que indirigível. Mesmo assim Senna treina muito e tenta acertar o carro durante os testes de inverno na Europa. Das constatações que Ayrton fez durante os testes, surgem diversas alterações produzidas pelos engenheiros, inclusive no interior do cockpit, a fim de acomodá-lo adequadamente. Entre as modificações, Senna acha que a barra de direção está atrapalhando um pouco sua pilotagem e pede para que a peça seja diminuida no comprimento, para deixar o volante mais longe do peito do piloto. Inicia-se o campeonato e apesar de todas as expectativas e olhares da imprensa especializada, que tem no brasileiro o franco favoritismo, fruto da associação do melhor piloto e da melhor máquina do momento, Senna perde as duas primeiras corridas (Brasil e Japão) para Schumacher. O brasileiro chega confiante em Ímola apesar do retrospecto das duas primeiras provas. Porém aquele fim de semana parecia carregar o estigma de entrar para a história da categoria como sendo o mais trágico de todos, começando pelos treinos de sexta-feira, com o acidente de Rubens Barrichello na variante antes da reta dos boxes. Rubinho é levado para o hospital do autódromo e Senna é o primeiro a ir vê-lo. Após a visita ao piloto compatriota em conversa com a imprensa Senna deixa transparecer um certo nervosismo em suas declarações, apesar do estado físico favorável de Barrichello. 30 de Abril e o treino de sábado passa a apresentar "nuvens ainda mais negras" sobre Ímola, quando mesmo após a conquista da terceira pole consecutiva da temporada e a 65ª da carreira, vê através do monitor colocado em seu carro, algo que seria o presságio do que ainda estava por acontecer. 13 horas e 18 minutos horário local e Senna salta de dentro do cockpit do seu Williams, tira o capacete, a balaclava e as luvas, jogando tudo dentro do cockpit, e acenando com as maõs que para ele o treino estava encerrado. Após isto Senna dirigiu-se ao interior dos boxes. O piloto austríaco Roland Ratzemberger acabara de sofrer um acidente mortal na curva Villeneuve. O jovem e estreante piloto perde o controle de seu Simtek-Ford, depois deste perder uma peça da carenagem a mais de 300 km/h, batendo no guard rail e desintegrando-se. 1º de Maio e já antes da largada a luta de Senna nos bastidores por mais segurança e condições mínimas que assegurassem a integridade dos pilotos, foi punida através de uma advertência dos então respectivamente presidentes da Associação dos Construtores e da Fia, Bernie Ecclestone e Max Mosley. | |
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Veio então a largada e ao acender da luz verde, o Benetton de J. J. Letho fica parado no grid, sendo atingido pelo Lotus do português Pedro Lamy. Do acidente resultaram três feridos, um deles com traumatismo craniano, fruto de um dos pneus do carro de Lamy que voou e acertou os espectadores. Apesar do acidente a largada não foi cancelada e duas voltas foram dadas com Safety Car na pista. A abolição do Safety Car em tais circunstâncias era outra reinvindicação de Senna, que acreditava que uma nova largada era o procedimento adequado.
Com os carros em movimento o diretor da prova autoriza a relargada, e a Fórmula 1 estaria a poucos instantes de perder em Ímola (vencedor em 88, 89 e 91) o seu mais grandioso piloto e ser humano. Senna, assim como na primeira largada arranca na frente de Schumacher e completa a sexta volta liderando. Ao iniciar a sétima volta Senna a quase 300 km/h simplesmente passa reto em plena curva Tamburello, indo colidir praticamente sem nenhuma desaceleração com o a mureta de "proteção". A violência do impacto fez a Williams FW16 ricochetear no muro de concreto (sem proteção de pneus!) praticamente voltando à pista, parando em seguida com a lateral direita inteiramente destruida e com o piloto imóvel e totalmente a mercê das reações do que restou do carro. Senna faleceu na tarde desse 1º de Maio de 1994, às 18 horas e 12 minutos (horário de Bolonha) com a sua morte cerebral, no Hospital Maggiore da cidade italiana de Bolonha, após a conquista de três campeonatos, 65 pole positions, 41 vitórias e um total de 161 pontos na carreira, desde sua estréia no GP do Brasil em 1984, interrompidos em uma curva chamada Tamburello, que hoje guarda um monumento em sua homenagem. "Não há nenhuma razão para pânico. Sempre que ocorre um acidente como esse, todos querem mudar tudo na F1. As medidas de segurança estão muito boas..." (declaração de Frank Williams logo após o acidente que vitimou R. Ratzemberger e antes da tragédia ocorrida com o nosso campeão) Joker
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